Rendeiro continua detido após recusa do pedido de fiança

Juiz recusou erros na detenção e a ideia de que João Rendeiro não seria julgado com justiça em Portugal.

O ex-banqueiro português João Rendeiro vai continuar detido depois do juiz que preside, na manhã desta sexta-feira, à audiência que está a decorrer no Tribunal de Verulam, na África do Sul, ter recusado o pedido de fiança apresentado pela defesa.

O juiz sublinhou que a África do Sul não pode ser um refúgio seguro para criminosos internacionais e recusou os argumentos da acusação de que teria havido erros no processo de detenção e de que João Rendeiro é um perseguido político em Portugal ou de que não seria julgado com justiça no país.

"Se não respeita processos judiciais em Portugal porque iria respeitar na África do Sul", disse o magistrado sul-africano Rajesh Parshotam na leitura da sua decisão.

O magistrado argumentou que João Rendeiro "saiu de Portugal, logo que esgotou possibilidades de recursos na justiça, para evitar prisão".

"Ele [João Rendeiro] é um fugitivo, contra as ordens dos tribunais" referiu o magistrado, sublinhando: "Se não respeita processos judiciais em Portugal porque iria respeitar na África do sul".

O magistrado adiantou que o ex-banqueiro "quase de certeza que fugiria" caso fosse libertado agora.

"Liberta-lo não seria pelo interesse da justiça, nem aqui, nem em Portugal", acrescentou.

Foi marcada uma nova sessão para o dia 10 de janeiro do próximo ano, quando será avaliado o processo de extradição pedida pelas autoridades portuguesas à África do Sul, mas que ainda não foi entregue.

O antigo presidente do BPP vai permanecer em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários, correndo agora o primeiro prazo de 12 dias para devida provisão do processo na África do Sul.

A defesa de Rendeiro já anunciou antecipadamente que neste cenário vai recorrer da decisão de ser negada a liberdade.

*Notícia atualizada às 10h29

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