rePlant, o projeto que quer prever o comportamento do fogo

O projeto nacional com um investimento de 5,6 milhões de euros, de fundos nacionais e comunitários.

O rePlant irá envolver mais de 70 investigadores e técnicos especializados em várias áreas e irá trazer novas tecnologias para desenvolver a floresta portuguesa e torná-la mais segura.

Simular e prever o comportamento do fogo ou saber quais as plantas mais resilientes face às alterações climáticas são alguns dos objetivos do projeto. Universidades, laboratórios de investigação e empresas do setor florestal, num conjunto de 20 instituições, uniram-se para perceber como se pode salvar a floresta e torná-la um pilar importante da economia.

Um dos projetos previsto no rePlant consiste em instalar câmaras óticas nos postos da Rede Elétrica Nacional (REN) espalhados pelas áreas rurais. "Essas câmaras vão permitir ter informação sobre as condições meteorológicas da envolvente destes postes, sobre o crescimento da vegetação ou o comportamento do fogo", diz o Diretor Executivo do ForestWISE, do Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo que coordena este estudo. Carlos Fonseca conta que esses dados podem rapidamente ser acessíveis à Proteção Civil que pode assim tomar decisões na gestão de um incêndio.

Os meios tecnológicos, a robótica em particular, serão também usados para melhorar a gestão florestal. "São máquinas que têm uma grande digitalização e vão permitir menores custos para os produtores florestais".

O rePlant termina no final de 2023 e prevê estudar igualmente quais as melhores e mais resistentes espécies para cada zona do País e apostar na sua evolução genética. Essa investigação permitirá adaptar as espécies florestais às alterações climáticas e criar novos modelos de gestão florestal sustentável. O projeto está a ser desenvolvido em áreas florestais piloto nas zonas centro e norte do País.

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