Ricardo Salgado vai ser acusado de liderar organização criminosa dentro do BES

O despacho de acusação está a ser ultimado por uma equipa de procuradores liderada por José Ranito.

O Ministério Público prepara-se para acusar Ricardo Salgado de liderar uma organização criminosa dentro do Banco Espírito Santo (BES). A informação é avançada pelo jornal adianta que o despacho de acusação deverá ser conhecido até quarta-feira, último dia antes das férias judiciais.

De acordo com o jornal, depois de vários adiamentos, o Ministério Público deve divulgar até 15 de Julho aquela que será a acusação mais grave contra um banqueiro em Portugal.

O Ministério Público sustenta que Ricardo Salgado criou dentro do BES uma estrutura paralela que funcionava sem o conhecimento dos órgãos de gestão e controlo e também dos supervisores, com o objetivo de manter o Grupo Espírito Santo, financiando a dívida das empresas da família.

Fontes próximas da investigação sublinham a existência de um organigrama que consideram criminoso.

Ricardo salgado geria as operações em Lisboa recorrendo a paraísos fiscais nas Ilhas Virgens britânicas, no Panamá ou nas Caraíbas, por exemplo. O acompanhamento destas operações seria feito a partir da Suíça com recurso a vários testas de ferro.

Nesta estratégia terá sido fundamental a empresa Eurofin que tinha uma ligação não assumida ao Grupo Espírito Santo. Era a partir da Eurofin que se movimentavam os fundos emprestados pelos clientes do BES. O dinheiro era usado para acudir às dificuldades financeiras das empresas do grupo.

O Ministério Público acredita que Ricardo Salgado foi o cérebro e o líder de uma organização criminosa que ele próprio organizou dentro do grupo e do Banco Espírito Santo. A finalidade era cometer crimes de forma organizada, um esquema que tinha também como propósito fazer pagamentos ocultos, cometer fraudes no comércio internacional e desviar fundos de centenas de milhões de euros para corrupção.

O despacho de acusação está a ser ultimado por uma equipa de procuradores liderada por José Ranito.

Na edição deste sábado do Jornal de Notícias, o diário cita uma fonte judicial para dizer que a equipa do Departamento Central de Investigação e Ação Penal está a trabalhar a 300 à hora, para concluir o despacho que está a ser redigido há vários meses e que terá milhares de páginas.

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