Risco de incêndio: Governo declara situação de alerta em Portugal continental

Previsões meteorológicas para os próximos dias apontam para um agravamento significativo do risco de incêndio rural.

O Governo declarou esta quinta-feira a situação de alerta em Portugal Continental devido às previsões meteorológicos para os próximos dias que apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio rural".

O Ministério da Administração Interna (MAI) avança em comunicado que a situação de alerta abrange o período compreendido entre as 00h00 de sexta-feira e as 23h59 de domingo.

"Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural, os ministros da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática assinaram esta quinta-feira o despacho que determina a declaração da situação de alerta em todo o território do Continente", precisa o MAI.

Devido às temperaturas elevadas, vento forte e baixa humidade relativa do ar, especialmente durante a noite, "a situação do ponto de vista dos incêndios florestais complicou-se", acrescentou o 2.º comandante nacional da Proteção Civil, André Fernandes, em conferência de imprensa.

A situação de alerta vermelho o mais grave de uma escala de quatro, aplica-se aos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Porto e Aveiro.

Nos restantes distritos - Beja, Évora, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre e Setúbal - foi ativado o estado de alerta laranja, o segundo mais grave de uma escala de quarto..

Nos distritos sob alerta vermelho o dispositivo no terreno foi reforçado, com elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte da GNR e da PSP, mais patrulhamentos e apoio das Forças Armadas.

Até às 23h59 de domingo está proibido o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessam.

Nos próximos três dias é também proibida a realização de queimadas e queimas de sobrantes de exploração e a utilização total de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas nos distritos onde tenha sido declarado o estado de alerta especial de nível vermelho pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).

No âmbito das medidas de "carácter excepcional" está ainda proibida a realização de trabalhos nos espaços florestais e outros espaços rurais com recurso a qualquer tipo de maquinaria.

A Proteção Civil lembra que se os portugueses cumprirem todas as restrições será possível "baixar todas as ignições" e não sobrecarregar o dispositivo no terreno, contribuindo para seu o sucesso.

O 2.º comandante nacional da Proteção Civil insistiu ainda para que as pessoas que estejam numa zona onde há um incêndio não se dirijam para o local. "É uma área de trabalho, não é bom termos cidadãos a pôr-se em risco, não se aproximem dos incêndios", pediu.

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