Risco de incêndio. Dez distritos em alerta especial laranja nas próximas 72 horas

O Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil solicitou ainda às Forças Armadas a passagem do pano Hefesto para o nível amarelo.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decretou esta segunda-feira a passagem de nove distritos, maioritariamente no interior, ao estado de alerta especial laranja nas próximas 72 horas devido a risco de incêndio rural muito elevado ou máximo.

A informação foi avançada esta segunda-feira em conferência de imprensa na sede da ANEPC (Oeiras), pelo comandante operacional nacional, Duarte Costa, que afirmou estarem "reunidas as condições favoráveis à eventual ocorrência da propagação de incêndios rurais", tendo por base as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para os próximos dias.

O comandante Duarte Costa referiu que as condições previstas para as próximas 72 horas são de tempo seco e quente, com humidade relativa no ar inferior a 20%, vento moderado a forte, sobretudo nas terras altas, temperaturas máximas superiores a 36 graus no sotavento algarvio e no interior norte e possibilidade de trovoada seca no interior norte e centro.

"A ANEPC, através do seu comando nacional, decretou a passagem para o estado de alerta especial laranja para os seguintes distritos: Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real, Viseu", disse o comandante Duarte Costa, acrescentando que se mantém o estado de alerta especial amarelo para os restantes distritos do país.

O Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil solicitou ainda às Forças Armadas a passagem do pano Hefesto para o nível amarelo, tal como o controlo e acompanhamento de todas as ocorrências.

A ANEPC lembra que em julho e agosto é proibido fazer queimadas sem autorização. A utilização de fogareiros e grelhadores em espaços rurais também está impedida. É proibido fumar nos espaços florestais, e o Fogo de Artificio só pode ser lançado mediante autorização das autarquias.

"Uma súbita mudança de vento pode ter consequências imprevisíveis nos populares. Portugal Chama e todos temos de adotar comportamentos que salvaguardem a vida dos portugueses", alerta o comandante nacional da ANEPC.

Notícia atualizada às 20h36

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