Filas de ambulâncias. Santa Maria garante que "todos os doentes serão tratados"

Daniel Ferro explica que a grande afluência nas últimas semanas deve-se ao facto de aquela unidade hospitalar estar a dar apoio a outros hospitais, que fecharam a urgência.

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte garante que ninguém fica sem ser atendido, no Hospital de Santa Maria. Perante as filas de ambulâncias e longas horas de espera que se têm verificado nas últimas horas, na urgência do maior hospital do país, Daniel Ferro explica que o serviço tem vindo a ser alargar e vai aumentar a sua capacidade nos próximos dias.

"Esta urgência que foi dimensionada para seis mil casos e que neste momento vai ter que passar a atender 14 mil casos, foi recentemente ampliada e dentro de uma semana tem mais 20 postos de trabalho. O internamento tinha previsto apenas 160 camas, neste momento já vamos nas 230, os cuidados intensivos, que estava previsto para 48 camas, neste momento já vai em 65 camas. Isto não se faz de um dia para o outro e toda esta adaptação tem sido feita e todos os doentes têm sido tratados", garantiu o responsável, em declarações à TVI.

O presidente do Conselho de Administração explicou que o Hospital de Santa Maria tem sido obrigado a responder à população de outras zonas, que habitualmente não recorrem a este hospital. "Este hospital está a dar apoio a três, quatro hospitais que têm fechado urgência e quando eles fecham a sua urgência não resta outra solução senão os doentes chegarem aqui, normalmente, de ambulância. Essa é uma razão que tem de ser explicada à população", disse Daniel Ferro.

Esta procura é muito agravada não só pelo volume de infeção que temos pelo país, como também pela missão do hospital que está alargada por mais dois, três hospitais que fecham a sua urgência", acrescentou.

Na semana passada, Daniel Ferro admitiu aos jornalistas que a procura de ajuda naquele hospital tinha crescido 70% em 15 dias face ao agravamento da pandemia.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou 234 mortos por Covid-19, o valor mais elevado de óbitos num dia desde o início da pandemia. Foram ainda contabilizados mais 13987 novos contágios.

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