"Se não são critérios para agora serão para 2032". Comissão retira aborto voluntário da avaliação de médicos de família

À TSF, o coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários, João Rodrigues, avança que já foi apresentada ao ministério da Saúde uma nova proposta, que será discutida nas próximas semanas.

Face às críticas das últimas horas, João Rodrigues não teve dúvidas sobre qual era a decisão mais acertada. Os indicadores IGV, os abortos voluntários, e as DST, as doenças sexualmente transmissíveis, já não vão integrar a lista de indicadores de avaliação dos médicos de família.

O médico reconhece que, do ponto de vista social, os indicadores apresentados são "maus indicadores". Mas, ouvido pela TSF, o coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários consegue ver o lado bom da questão: trata-se de bons indicadores para "impulsionar resultados".

"Há que ter a humildade de reconhecer que, socialmente, não estamos preparados para ter estes indicadores", admite o médico. Por isso, no seio do grupo de trabalho, a decisão foi tomada por unanimidade. Apesar do retrocesso, o trabalho dos próximos tempos tem um linha orientadora já traçada. Há que levar a cabo uma "estratégia de diálogo, construtiva que permita encontrar alternativas que não tenham um resultado contrário ao que queremos, que é melhorar o planeamento familiar, seja do homem ou da mulher".

Por agora, a decisão está tomada, mas o médico não descarta que no futuro os indicadores possam ser apresentados tal e qual como constavam da proposta que tantas críticas gerou. "Se não são critérios de 2022, provavelmente serão indicadores para 2032", termina João Rodrigues.

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