SEF garante que tempo de espera nos aeroportos diminuiu com plano de contingência

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras afirma que o reforço de meios humanos - que implicou a entrada de agentes da PSP no controlo dos viajantes - permitiu melhorar o fluxo de passageiros nos aeroportos portugueses.

Filas inacabadas e horas intermináveis de espera. Era um cenário de caos aquele que, há pouco meses, os passageiros encontravam na chegada aos aeroportos portugueses. A situação caótica obrigou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a pôr em prática um plano de contingência que passaria pelo aumento dos meios e por "novas soluções tecnológicas e medidas operacionais".

Dois meses depois, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras garante que o plano de contingência nos aeroportos está a ter resultados positivos e que os tempos de espera dos passageiros diminuíram em muito. Num comunicado divulgado esta manhã, o SEF faz um balanço dos efeitos do plano que entrou em vigor a 4 de junho e mostra-se satisfeito com os resultados.

O SEF indica que houve um "reforço interno" dos recursos humanos, com inspetores de outras unidades do SEF a serem mobilizados, e um "reforço externo", com o controlo de passageiros a ser também feito por agentes da polícia - o que, assegura a autoridade, permitiu aumentar a ocupação das boxes nos aeroportos durante os períodos de pico e melhorar o fluxo de passageiros.

Durante este período, informa o SEF, foram controlados 3,5 milhões de viajantes, além de 9,5 mil voos nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

O SEF nota que foi alargado o controlo eletrónico de fronteira a viajantes dos Estados Unidos e do Canadá (que não são considerados, pelas autoridades, um risco migratório nem de segurança), com 106 mil passageiros a entrar por esta via.

A autoridade afirma, por isso, que, apesar do grande número de voos e do volume de passageiros, o plano de contingência teve resultados positivos, que se traduziram numa "redução muito significativa do tempo máximo de espera por passageiro".

O SEF dá ainda conta de que foram detetados mais de 110 documentos falsificados e foram feitas mais de cem detenções, nestes dois meses. Houve ainda 500 recusas de entrada, no controlo de fronteiras (a maioria por "falta de visto adequado" ou "não comprovação do objetivo e condições da estada"​) e foram apresentados mais de cem pedidos de asilo.

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