Seguranças privados protestam no Porto e pedem reabertura dos bares com regras da DGS

O presidente da associação, Cláudio Ferreira, explica à TSF porque é que os seguranças saem esta manhã à rua.

Os trabalhadores de segurança privada manifestam-se este sábado, junto à Câmara Municipal do Porto, com o objetivo de sensibilizar o Governo para o impacto das medidas de contingência no setor. O protesto é organizado pela Associação Nacional da Vigilância e Segurança Privada.

O presidente da associação, Cláudio Ferreira, explica à TSF porque é que os seguranças saem esta manhã à rua: "Estamos a atravessar uma fase muito complicada. Temos colegas que nos enviaram e-mails e SMS a dizer que já não conseguem fazer face às despesas, e nós queremos sensibilizar o Governo. Esta classe está a sofrer muito, não há subsídios para esta classe, e nós temos de fazer ver ao Governo que não é com estas medidas que vamos a algum lado e nós estamos a sofrer muito. É um setor que, quando é preciso, metem-nos na linha da frente, como agora estão a fazer ao utilizar os nossos recursos humanos para fazer controlos de temperatura", sustenta.

Cláudio Ferreira conta que mais de metade dos seguranças privados trabalham em part-time, mas o setor é muito diversificado e vai desde os seguranças de escritórios aos seguranças da noite passando pelos que trabalham nos espetáculos ou nos recintos desportivos.

"Nós tínhamos muitos colegas que trabalhavam na noite e faziam espetáculos durante o dia e que ficaram 100% sem os seus ordenados. Tivemos colegas que conseguiram manter os postos de vigilância de dia, mas perderam o trabalho à noite. E temos aqueles que perderam o dia e perderam a noite e estão reduzidos a zero, sem apoios, sem nada", lamenta.

Uma das reivindicações da Associação de Vigilância e Segurança Privada é que os bares sejam reabertos para que acabe as festas ilegais que acontecem diariamente.

"Se abrirem os bares com todas as diretrizes da DGS, em que cada lar tem um ou dois seguranças a controlar o uso da máscara, a desinfeção das mãos, onde toda a gente está sentada e quando estão de pé têm de estar sempre com a máscara, penso que passaria por aí uma melhor medida para controlar as coisas", remata.

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