Sem turistas e com lojas fechadas. Economia em São Jorge sofre com crise sismovulcânica

Com a Páscoa à porta, a ilha de São Jorge não espera grandes mudanças no movimento turístico dos próximos dias.

Três semanas depois do início da crise sismovulcânica, a ilha de São Jorge nos Açores sente cada vez mais o impacto negativo na economia.

Nos primeiros dias, muitos negócios fecharam a porta, com muitos habitantes a escolher abandonar as casas e o trabalho, rumo a outras ilhas ou ao continente. Aos poucos, os habitantes estão a regressar à ilha, até porque a situação pode arrastar-se por meses e meses a fio. Mas, nesta altura, o impacto na economia é cada vez mais alargado, como confirmou à TSF a líder do Núcleo Empresarial de São Jorge. Praticamente todas as reservas estão canceladas, e, com a Páscoa à porta, há o receio de que a falta de turistas possa prolongar-se para lá do verão.

A empresária Rita Madruga admite que a crise sismovulcânica já está a afetar o turismo de outras ilhas. "Tenho falado com pessoas de outras ilhas que também já tiveram cancelamentos à custa do vulcão das Açores", diz. Apesar de a situação estar a afetar apenas a ilha de São Jorge, a tendência é para, quem está de fora, generalizar o problema a toda a ilha.

Em São Jorge, não é só o turismo que está a sentir as consequências da crise sismovulcânica. O impacto negativo é transversal a outros setores da economia, a começar pelos fornecedores de muitas unidades turísticas, mas também até nas pequenas lojas locais. "Acaba por ser uma bola de neve", resume a empresária.

À TSF, a líder do Núcleo Empresarial de São Jorge revelou que o grupo se reúne este sábado com o Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, para discutir as medidas que podem ajudar os empresários da ilha. Nos próximos dias são esperadas novidades, mas ainda está tudo aberto.

O que já está mais do que certo é a visita do Presidente da República à ilha de São Jorge. Marcelo Rebelo de Sousa vai cumprir a promessa que tinha feito aquando da primeira passagem pelo arquipélago, e é esperado na próxima semana em São Jorge. Na opinião de Rita Madruga, a visita representa, acima de tudo, um sinal de tranquilidade para a população. "O objetivo passa mais por dar algum conforto à população, de apelo à normalidade", considera. Marcelo pode tranquilizar, mas só o abrandar da situação pode resolver o problema e trazer a normalidade de outros tempos ao negócio.

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