Semáforos ainda não são precisos nas praias do Algarve

Com as temperaturas a subirem já se encontra muita gente a apanhar sol. E ainda há quem tenha muitas dúvidas sobre como vai funcionar a ocupação do areal.

É dia de semana mas o areal já tem muitos banhistas. Todos tinham saudades da praia."Ai, muitas saudades", assume Beatriz. Esta estudante universitária está estendida ao sol ao lado do amigo Gonçalo. Por enquanto estão à vontade, sem nenhum chapéu de sol próximo. No entanto, duvidam que possam ter este distanciamento quando o verão começar. "Se já está assim agora, no verão vai ser impossível", acredita a jovem. " Como vão controlar as 4 horas em que podemos estar na praia?" questiona Gonçalo. O jovem acredita que não haverá problemas enquanto forem só os algarvios a procurarem os areais mas o pior será quando chegarem os turistas e abrirem as fronteiras "Aí vai ser mais complicado", acredita.

Mais ao lado, Ricardo montou o chapéu de sol e é lá que se encontra com os filhos. Com crianças em casa e um dia quente, a praia é o melhor local para estar. Este pai considera razoáveis as regras impostas pelas autoridades de saúde. "É preciso sair um pouco deste medo, desta situação". Sublinha que para que tudo corra bem "as pessoas devem ter civismo e, com as devidas precauções, vamos conseguir".

No alto da duna, este é o primeiro dia do ano em que Sandra vai estender a toalha no areal. Não sabe como será o controlo da ocupação dos areais no verão e nem percebeu ainda as regras dos semáforos. "Ainda estou muito confusa",confessa. "Acho que nós algarvios estamos a aproveitar a praia antes de vir o turismo", sorri. Mais abaixo, sentada com os netos está uma cidadã belga residente em Portugal. Já com o cabelo molhado depois de um mergulho, afirma que o verão não será difícil. "Se toda a gente fizer a coisa correta, o verão será bom".

Num dos restaurante junto ao areal fazem-se as últimas limpezas porque tudo tem que estar pronto para abrir amanhã, fim de semana. "Todos nós vamos trabalhar com muita responsabilidade porque o que está em causa é a saúde pública, a saúde de todos nós", garante a funcionária Ana Maria.

Neste dia de sol com a temperatura a chegar quase aos 3Oº graus, Áurea, 5 anos, só pensa em ir mergulhar." Eu já fui uma vez com o meu papá", conta. E a água, está boa? "Um bocadinho fria", confessa a menina. Mesmo assim insiste com o pai que quer voltar ao mar. E não queremos todos?

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