Serviços mínimos do Governo são "o mínimo". ANTRAM negoceia sem "espada na cabeça"

André Matias de Almeida garante que os motoristas têm uma porta aberta para a negociação caso travem a greve.

A ANTRAM acredita que os serviços mínimos declarados pelo Governo são "o mínimo" para que não volte a acontecer país o mesmo que se passou na Páscoa. André Matias de Almeida, advogado e representante da ANTRAM, fala numa "greve aos portugueses" e garante que patrões estão disponíveis para retomar as negociações se o pré-aviso de greve for retirado.

"Estes números são o mínimo que o Governo poderia colocar como serviços mínimos, uma vez que todos estamos recordados do que é que significaram 40% de serviços mínimos em abril e o país parou... parou por causa dos 40% e parou por incumprimento dos serviços mínimos", justifica em declarações à TSF.

André Matias de Almeida recorda que a declaração de crise energética "não foi suficientes para parar os efeitos de uma greve absolutamente nefasta para todas as empresas e para a população e não estávamos a meio de um mês de férias dos portugueses", o que levou agora a "uma subida dos serviços mínimos para 50%".

O representante dos patrões acredita que "esta greve pode ter um impacto menor do que em abril", mas fala na dependência de dois fatores: "Em primeiro lugar um fator de alarme social e depois que estes trabalhadores terão de cumprir os serviço mínimos."

A ANTRAM assegura ainda que está disponível para voltar à mesa de negociações com os motoristas, mas não enquanto tiver uma "espada na cabeça".

"Com um pré-aviso de greve em cima da mesa, a ANTRAM não dialoga com uma espada na cabeça", começa por dizer. Assim, Matias de Almeida esclarece que a associação "não cederá um milímetro além daquilo que foi o protocolo assinado em 17 de maio, que significa para as empresas um limite".

O responsável refere que "estas empresas aceitaram a maior subida da história em democracia num contrato coletivo de trabalho" e que "não podem ir além disso, não estão capacitadas para isso".

Desta forma, deixa um apelo aos motoristas. "Na história nunca foi mal-entendido um recuo, um reconhecimento de um erro e uma postura de humildade de quem quer fazer uma greve aos portugueses, dizendo 'pedimos desculpa por esta situação, levantamos o pré-aviso de greve e queremos voltar à mesa das negociações'. Não é mal nenhum que isso aconteça, não acreditamos que se possam atingir objetivos quando se entende ter uma espada na cabeça", reforçou.

"A ANTRAM acredita que esta greve é uma greve aos portugueses e que as espadas raramente resolvem problemas e que a negociação resolve-os sempre", concluiu.

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