Setor da construção quer plataforma para controlar deslocações de trabalhadores

Reis Campos explica que o alto grau de mobilidade dos funcionários e a visita a várias empresas aumentam o risco de contágio por Covid-19.

A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) está à espera, desde março, por uma autorização do Governo para avançar com uma plataforma eletrónica que vai permitir controlar a movimentação dos trabalhadores da construção civil.

Num momento em que o setor está a ser apontado como um foco de propagação da Covid-19, o presidente da AICCOPN defende que as medidas já adotadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde são insuficientes para o controlo e prevenção da doença neste setor.

"Queremos mais", explica Reis Campos, que lembra que "nem todas as empresas têm todas especialidades" e que "há movimentação" dos funcionários da construção por várias cidades do país. "Temos de perceber que, quando um trabalhador de uma empresa vai a outra, e não tem nada a ver com a empresa, vai lá infetar aquela gente."

O representante das empresas do setor espera agora que haja alguma bondade da parte do Governo em acolher a proposta, sem deixar de notar que, por nunca ter parado de trabalhar, o setor pode agora ser alvo de desconfianças. O problema na construção civil "aparece, curiosamente, depois do confinamento", nota Reis Campos.

"Só quero que me deixem fazê-lo, não posso fazer um projeto desta natureza" sem autorização, lembra. "Isto tem regras, quer do ministério do Trabalho, quer do ministério da Saúde, que têm de liderar e controlar um pouco isto para não fazermos asneiras."

Reis Campos encara o projeto como um "reforço importante para agora a para o futuro" até porque, como relembra, a própria Organização Mundial de Saúde já disse que o pior ainda está para vir. Segundo a AICCOPN, o setor da construção e do imobiliário emprega cerca de 600 mil pessoas.

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