Sindicato alerta que é preciso contratar já mais enfermeiros para vacinação contra Covid-19

Enfermeiros têm também dúvidas sobre se os sistemas operacionais do Ministério da Saúde estão preparados para o nível de informação com que terão de lidar.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) defende que têm de ser contratados de imediato mais profissionais, para que o plano de vacinação contra a Covid-19 seja praticável. Os enfermeiros lembram que o país é mais do que os grandes centros urbanos e que é preciso planear a vacinação das populações mais isoladas do Interior.

Em declarações à TSF, José Carlos Martins, presidente do SEP, afirma que novos enfermeiros "deviam ser contratados desde já". "É preciso abrir os processos de recrutamento e começar a contratar (...). Até porque, mesmo já hoje, há uma enorme sobrecarga de trabalho dos enfermeiros dos centros de saúde", frisa.

O dirigente sindical recorda que Portugal "não é Lisboa, Porto e Coimbra" e que há "milhares de aldeias, milhares de freguesias" onde será preciso haver planos de vacinação. "Esta planificação também deve começar a ser feita. Quais são, por todo o país - e [é preciso] envolver aqui as juntas de freguesia e as autarquias - os locais comunitários onde é possível a população concentrar-se e onde se apresentará uma equipa de vacinação, que até pode fazer sessões coletivas de esclarecimento, por exemplo, no sentido de dar confiança e segurança às pessoas?", questiona.

José Carlos Martins acredita, no entanto, que "contratando [enfermeiros] e trabalhando mais horas, através do regime de horário acrescido" será possível "concretizar o plano".

Quanto à capacidade dos sistemas de tecnologia e informação do Ministério da Saúde para dar conta de todo o processo é que o SEP já tem mais algumas dúvidas, mas mantém-se otimista.

"É um desafio para os serviços partilhados do Ministério da Saúde. Estamos em crer que haverá dispositivos e sistemas que aguentam, mas temos esse receio porque, do ponto de vista histórico, por vezes, temos sistemas operativos que não facilitam e complicam (...). Ainda estamos longe daquilo que seria o ideal e o desejado", explica.

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