Sindicato dos Enfermeiros ameaça com greve e acusa ministra de falta de diálogo

Os enfermeiros lamentam que Marta Temido não tenha, ainda, respondido a um documento reivindicativo entregue no passado dia 21 de setembro.

O Sindicato dos Enfermeiros (SE) ameaça com greve caso não haja respostas para as reivindicações destes profissionais. Esta segunda-feira, vão juntar-se à mesma mesa todas as estruturas sindicais representativas dos enfermeiros. São sete os sindicatos que vão discutir a ausência de diálogo do Ministério da Saúde com a classe.

Os enfermeiros lamentam que Marta Temido não tenha, ainda, respondido a um documento reivindicativo entregue no passado dia 21 de setembro. Perante o silêncio da tutela, Pedro Costa, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, acusa a ministra de não estar a cumprir o que foi definido pelo parlamento no início deste ano.

"Os sindicatos esperavam que a senhora ministra e o seu gabinete pudessem, de alguma forma, abrir as negociações tal como está plasmado por uma resolução da Assembleia da República, publicada em fevereiro, que diz que o Governo deveria abrir as negociações com os enfermeiros. Nós entregámos um documento no dia 21 e, desde essa altura, temos um silêncio. Até hoje não sabemos o que é que a senhora ministra acha, o que acha o seu gabinete ou se acha que os enfermeiros vão continuar a aceitar aquilo que lhes está a ser proposto, que é nada", sustenta.

Os enfermeiros querem discutir com o Ministério da Saúde questões como a avaliação, a progressão na carreira, o pagamento de milhares de horas extraordinárias e o reconhecimento do risco e penosidade da profissão.

Pedro Costa lembra que há muito trabalho para recuperar depois de um ano e meio de pandemia e a campanha da vacina da gripe está a chegar, mas não há mãos para tudo.

"Nós não temos um reforço adequado, quer a nível de recursos de enfermagem, quer em nível de admissões. Os enfermeiros que têm entrado no Sistema Nacional de Saúde têm vínculos extremamente precários, ou seja, foram contratados ao abrigo da pandemia. No regime que regulamentava a pandemia nós deixámos de estar no estado de calamidade, muitos hospitais baixaram o nível de alerta e esses enfermeiros foram automaticamente demitidos", remata.

Os sindicatos que representam os enfermeiros vão reunir ao final da tarde e todos os cenários vão ser discutidos: "Se for necessário, nós vamos paralisar o país", garante.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de