Sindicato dos motoristas ainda não foi notificado sobre pedido de dissolução

Líder do sindicato continua à espera da notificação do Ministério Público para "sanar todas as questões que possam estar irregulares".

O presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, garantiu esta quarta-feira que ainda não foi notificado da decisão do Ministério Público, que pediu a dissolução do sindicato por alegadas irregularidades.

Numa nota publicada no site, o Ministério Público esclarecia que instaurou "uma ação declarativa de Extinção" da associação sindical liderada por Francisco São Bento e Pedro Pardal Henriques.

Em declarações à TSF, Francisco São Bento garante que oficialmente, o sindicato ainda não sabe de nada. "O SNMMP não foi notificado em nenhum sentido em matéria relativa a essa questão, portanto vamos continuar a aguardar", explica.

O presidente do sindicato acrescenta ainda que só tem conhecimento da situação pela comunicação social. "Estamos a aguardar que o Ministério Público nos notifique para podermos reagir no sentido de sanar todas as questões que possam estar irregulares. Estando sanadas essas questões, tudo voltará à normalidade", garante.

Em relação aos serviços mínimos decretados esta quarta-feira para a greve dos motoristas de matérias perigosas - e depois de ter manifestado "total estupefação" em relação aos mesmos em comunicado -, Francisco São Bento diz ter muitas dúvidas e pede mesmo aos ministérios do Trabalho e das Infraestruturas que os definam melhor.

As principais preocupações prendem-se com "o facto de os trabalhadores já terem, na sua esmagadora maioria, atingido o limite máximo de trabalho extraordinário permitido por lei". Esta condição deixa o sindicato "com imensas reticências", uma vez que não sabe se estes trabalhadores estarão incluídos nos serviços mínimos. Francisco São Bento deixa ainda uma pergunta no ar: "Quem vai fiscalizar estes serviços mínimos?"

Sobre um possível cancelamento da greve, o presidente do SNMMP reconhece que essa situação ainda está em cima da mesa e admite que os próximos dias podem trazer novidades.

"Tem estado em cima da mesa a questão de se tentar fazer mais um esforço - para além de todos os que o SNMMP tem vindo a fazer - para que se chegue ao diálogo e se avance para negociações", assegura o líder sindical, que nos próximos dias vai avaliar as condições para avançar para negociações.

A greve - a acontecer - é feita no "quadro do trabalho prestado aos fins de semana e feriados e às horas de trabalho acima das oito horas nos dias úteis", tem início às 00h01 do dia 7 de setembro e termina às 23h59 do dia 22 de setembro.

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