"Só falta decisão política." Reforma das urgências entregue também ao diretor do SNS

Da parte dos autores do plano, o assunto está concluído. Falta agora decidir.

O plano foi entregue ao Governo há 15 dias e ainda esta semana Diogo Ayres de Campos reuniu com o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e também "com o diretor executivo do SNS", Fernando Araújo, que ainda está à espera de tomar posse.

Da parte dos autores do plano, o assunto está concluído. Falta agora decidir. À TSF, Diogo Ayres de Campos admite que é difícil, "é sempre muito impopular encerrar serviços, mas qual é a alternativa que custa menos?".

Entre as oito soluções apontadas, continua a merecer destaque o encerramento e concentração de serviços, "os cálculos foram feitos tendo em conta o número de partos, a dimensão do hospital e a distância entre maternidades", refere o coordenador do trabalho, nomeado em junho por Marta Temido.

O documento defende que há condições de segurança para encerrar maternidades por todo o país, "à exceção do Alentejo e do Algarve", por causa das grandes distâncias entre os hospitais. Também propõe que se melhorem os salários e as carreiras dos médicos, que sejam abertas mais vagas na especialidade ou que se reduzam as idas desnecessárias a estas urgências.

A decisão política não pode demorar muito mais, sob pena, deixa entender Diogo Ayres de Campos, de se assistir a um regresso do caos vivido no verão.

"Basta consultar o site do SNS, para ver que o cenário de constrangimentos se mantém, até em outubro que não é mês típico de férias". E são por agora dez os serviços de urgência ginecológica e obstétrica que não asseguram atendimentos em horário completo.

Se nada for feito muito em breve, é fácil adivinhar o que acontece por alturas do Natal, que além de férias junta o frio as infeções respiratórias como a gripe e possivelmente o aumento de casos de Covid-19.

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