Sondagem: vacina obrigatória, Governo aprovado e normalidade mais longe

Uma esmagadora maioria dos inquiridos na sondagem da Aximage para TSF-JN-DN confia na vacinação e mais de metade defende a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19. Cresce preocupação com bem-estar emocional.

Confiantes na vacinação, em geral e contra a Covid-19, 53% dos inquiridos nesta sondagem defendem que esta vacina devia ser obrigatória. 40% discordam e 7% não expressam opinião.

Questionados sobre a vacinação contra a Covid-19 de crianças dos 5 aos 11 anos: mais de metade dos inquiridos, incluindo aqueles que têm crianças a cargo, (61%) manifestam concordância, mas enquanto 36% concordam "totalmente", 25% concordam "parcialmente". Contra, 22% discordam da vacinação infantil e 12% nem concordam, nem discordam.

Gestão da pandemia merece aprovação

A pouco mais de um mês das eleições legislativas, o Governo sobe a nota na gestão da pandemia: 61% aprovam (em comparação com os 42% de julho). Existem, agora mais inquiridos a dar um "muito bom" (16% eram 7% em julho) e "bom" (45% eram 35% em julho). Esta avaliação positiva percorre todos os partidos, rondando os 60% no PSD e mais de metade dos inquiridos que dizem votar na esquerda.

Em relação a julho existem menos negativas: 6% dão "mau" (eram 16%) e outros 4% consideram que o balanço é "muito mau" (descendo dos 11%). 27% respondem "assim-assim" à forma como o executivo tem gerido o combate à pandemia.

O andamento do plano de vacinação merece nota muito positiva, por parte dos inquiridos, com uma taxa de aprovação de 80% (29% "muito bem" e 51%" bem") que atravessa todos os partidos.

Medidas mais rígidas? Quase metade defende que sim

No entanto, quase metade dos inquiridos (47%) defende que as medidas de combate à pandemia deveriam ser mais rígidas. Só os eleitores do PS e da Iniciativa Liberal discordam e o voto do PSD divide-se nesta matéria. No total dos inquiridos, 40% consideram que as medidas em vigor são "suficientes".

A confiança na vacinação traduz-se numa resposta positiva maioritária sobre a toma do reforço. Entre os inquiridos, 93% já estão vacinados e entre estes, 74% garantem que tencionam tomar a dose de reforço assim que seja possível.

Economia, saúde e bem-estar no topo das preocupações

Como acontece desde fevereiro, a economia e o emprego permanecem no topo das preocupações sobre os efeitos da pandemia com 49%, mas existe uma subida a registar: a preocupação com os efeitos sobre a saúde e bem-estar emocional dispara de 16% (em julho) chega agora quase aos 40%, numa subida de 23 pp, citada sobretudo pelos homens e por quase metade dos jovens inquiridos. Pelo contrário, diminui a preocupação sobre os efeitos da pandemia sobre a saúde física: rondava os 30% em meses anteriores, agora nem chega aos 10%.

Normalidade, nunca mais?

Com o passar do tempo, mais longe se vê o regresso a uma eventual normalidade. Em fevereiro 40% apontavam um ano, agora 38% referem dois anos ou mais e a hipótese de "nunca" mais haver o regresso à normalidade (questão introduzida este mês) recebe quase 20% (18%) das respostas dos inquiridos.

Ficha técnica:

A sondagem foi realizada pela Aximage para TSF, JN e DN com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com a gestão da pandemia e o processo de vacinação. O trabalho de campo decorreu entre os dias 9 e 13 de dezembro, foram recolhidas 810 entrevistas entre maiores de 18 anos, residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. A amostra de entrevista corresponde a um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro de 3,44%. A responsabilidade do estudo é da Aximage - Comunicação e Imagem, Lda., sob direção técnica de Ana Carla Basílio.

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