Suicídios aumentam nos lares de idosos. Visitas vão "trazer esperança de volta"

A falta de visitas de familiares pode estar a gerar situações dramáticas nos lares de idosos em Portugal. Regras nas instituições mudam a partir de segunda-feira.

As visitas aos lares de idosos estão proibidas já há quase dois meses (desde 16 de março), para combater a propagação do novo coronavírus entre este grupo de risco. A medida veio, no entanto, acentuar os sentimentos de solidão e abandono por parte dos utentes destas instituições.

Segundo o Jornal de Notícias , o número de suicídios nos lares tem aumentado nos últimos tempos, desde que foram impostas as novas regras de distanciamento social para responder à pandemia de Covid-19.

Em declarações à TSF, Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) confirma que lhe foram reportados alguns casos de suicídio ou tentativa de suicídio e diz compreender o desespero de alguns idosos.

"Lamento e compreendo que haja pessoas que já não aguentem mais, que estejam demasiado stressadas, e o desespero pode levar a uma opção dramática", declara.

No entanto, pode haver uma luz ao fundo do túnel mais cedo do que o esperado para os utentes destes lares. O Governo anunciou, esta segunda-feira, que as visitas vão voltar a ser permitidas a partir de 18 de maio, ainda que com restrições - sujeitas a agendamento prévio e limitadas ao máximo de uma visita por semana e por utente, por exemplo.

Lino Maia julga que o retomar das visitas de familiares irá "trazer esperança às pessoas". "É um novo dia para os lares", afirma.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) reconhece que serão necessários "muitos cuidados" para garantir a segurança e a saúde de quem vive nos lares, mas acredita que "com a programação das visitas (...) e a dedicação dos trabalhadores e dos dirigentes nos lares, tudo será bem caminhado".

Lino Maia apela ainda às famílias que continuem a mostrar a compreensão que têm demonstrado perante esta situação de pandemia, para que não haja razões de preocupação.

"Julgo que as famílias vão continuar a colaborar e a apoiar os seus familiares, os seus idosos", conclui.

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