Task force acusa Unilabs de comunicar falha tardiamente

Desde quarta-feira, este centro está encerrado, devido a um problema no sistema de frio. A task force acusa a Unilabs de não comunicar a tempo o problema com as vacinas.

O funcionamento do Centro de Vacinação do Queimódromo foi suspenso na quarta-feira, dia 11, mas de acordo com o jornal Público o frigorífico onde são armazenadas as vacinas terá estado desligado algum tempo antes, sem que tivesse sido acionado qualquer alarme.

A task force defende que a falha na cadeia de frio foi comunicada "tardiamente à ARS Norte e, através desta, ao grupo de trabalho".

De acordo com a equipa que coordena a campanha de vacinação, as investigações em curso "têm dois focos: um sobre a origem da falha na cadeia de frio e o outro relativo aos procedimentos", por o problema não ter sido detetado, fazendo com que vacinas armazenadas "fora dos parâmetros normais de temperatura estabelecidos" tivessem sido administradas.

A Unilabs garantiu, em resposta escrita ao Público, que a falha foi "detetada na terça-feira ao início da tarde" e que de imediato foi comunicada à Administração Regional de Saúde e à task force. Explica que se tratou de uma falha de comunicação no sistema de verificação de temperaturas que não permitiu detetar o erro que tinha ocorrido no sistema de frio. A Unilabs sublinha ainda que foi o Agrupamento de Centros de Saúde do Porto Ocidental que "colocou as vacinas de quarentena, como estipulam os procedimentos". E esclarece que apesar desta situação continuaram a vacinar mais pessoas durante mais um dia e meio até ser ordenada a suspensão, porque o Aces "fez chegar novas vacinas, de um lote diferente". Sendo que entretanto - garante o laboratório - "o problema já tinha sido detetado, analisado e corrigido". A Unilabs acrescenta que o centro "está pronto a reabrir assim que a task force e a ARS o entendam".

O Infarmed e a task force continuam a aguardar os esclarecimentos pedidos aos fabricantes dos lotes das vacinas da Pfizer e da Janssen administradas nos dias 9 e 10 de agosto, para apurar se a eficácia das vacinas não foi afetada e se, nesse caso, as pessoas não terão que voltar a ser inoculadas.

A Inspecção-Geral das Actividades de Saúde e a Polícia Judiciária, a quem a task force comunicou o caso, estão a investigar o que aconteceu, e a ARS do Norte vai também abriu um inquérito interno.

A vacinação no Queimódromo do Porto vai continuar suspensa e ainda não se sabe se as 980 pessoas que, no início da semana passada, receberam as doses identificadas como não tendo estado à temperatura regular devido a uma falha na cadeia de frio vão ou não ter que ser vacinadas de novo.

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