"Taxa de ocupação de 73%." Região Centro pressionada com aumento de internamentos por Covid

Já foi preciso transferir pacientes entre hospitais.

No Centro do país, os hospitais estão a sentir a pressão do aumento de internamentos por Covid, mas ainda dispõem de alguma folga. Esta foi a primeira região do país a atingir, na semana passada, a linha vermelha em termos de internamentos de doentes críticos, mas isso ainda não obrigou à abertura de hospitais de campanha e são também raras as camas de outros serviços a que foi necessário recorrer.

No entanto, já foi preciso transferir pacientes entre hospitais e há uma dezena de doentes Covid que estão a usar o acordo com privados, mas só em enfermaria. Nos cuidados intensivos são 30 os doentes ventilados e ainda há folga, garantiu o chefe dos cuidados intensivos dos hospitais da Universidade de Coimbra, que é também coordenador para a região Centro.

"Neste momento temos 48 camas ativas e 35 doentes internados, o que dá uma taxa de ocupação de 73%, com ainda uma folga que nos deixa, de alguma forma, tranquilos. A esmagadora maioria das camas Covid que estão ativas ainda não são noutros serviços, mas não quer dizer que isso não se possa vir a verificar", explicou à TSF João Paulo Almeida e Sousa.

Até à meia-noite de 19 de dezembro, a região registava 274 internados com Covid - 239 em enfermaria e 35 nos cuidados intensivos, dos quais 30 estão ventilados -, seis óbitos em meio hospitalar e 25 admissões hospitalares.

Enquanto falava com a TSF, o responsável deu conta de mais duas camas de cuidados intensivos abertas e tem mais oito em vista.

"Temos essa perspetiva. A qualquer momento, se for necessário, já temos identificadas as camas para aumentar a capacidade da medicina intensiva da região Centro", revelou o chefe dos cuidados intensivos dos hospitais da Universidade de Coimbra.

Em breve a região Centro poderá ter quase 60 camas para doentes críticos, longe ainda das quase 80 que já teve de arranjar.

"Conseguiu-se em tempos pandémicos mais preocupantes do que aqueles que estamos a viver neste momento. Temos de estar preparados para dar as respostas necessárias de acordo com os doentes", afirmou João Paulo Almeida e Sousa.

A expectativa está entre o confiante de hoje e o receoso dos dias que vão chegar com o Ano Novo.

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