Táxis e Uber vão poder usar divisórias de proteção entre motoristas e clientes

Governo aprova uso de divisória amovível. ANTRAL pede moratória nos seguros e acusa seguradoras de falta de solidariedade.

O Governo aprovou o uso de divisórias amovíveis nos táxis, avança fonte do executivo à TSF. O pedido de autorização da barreira de proteção para reduzir a possibilidade de contágio com o novo coronavírus foi feito pela Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL).

Florêncio Almeida, presidente da organização associativa, explica que "o separador em acrílico é uma coisa muito simples que até os motoristas podem colocar. É muito barato, custa 14 ou 15 euros e é uma proteção muito grande para que o motorista não contacte com o passageiro de trás, dado que hoje já é proibido viajar no banco da frente".

Há divisórias de uso homologado há vários anos, mas são pensadas para a segurança física e não para a saúde. Essas barreiras nunca se tornaram populares devido ao preço, que atinge 500 euros.

Moratória nos seguros

O presidente da ANTRAL, "que nunca em 52 anos de táxi" viu uma crise desta dimensão no setor, pede uma espécie de moratória no seguros: "Pedimos à Associação Portuguesa de Seguradores para permitir que os táxis parados pudessem suspender o pagamento de seguros ou que prolongassem o prazo".

Florêncio Almeida sublinha que "os seguros são 75% ou 80% mais caros que os dos carros particulares" e revela que a resposta que recebeu não o deixou satisfeito: "disseram que as seguradoras tinham de tomar a decisão por si". Para o líder da ANTRAL, "neste momento difícil que todo o país está a atravessar, em que todas as entidades estão a sacrificar-se, seria de bom-tom que as seguradoras fizessem o mesmo".

Setor em colapso

Com os táxis a perderem "90% das viagens", Florêncio Almeida diz que há cada vez mais profissionais a pensar em sair do sector e motoristas em enormes dificuldades: "Conheço patrões que dão a receita na totalidade ao motorista", afirma, acrescentando que "há motoristas que conseguem sobreviver no momento atual, mas muitos não conseguem. Se não fazem receita, não têm dinheiro para comer e para pagar as despesas. E muitos estão a dizer aos patrões que não vão trabalhar, porque não ganham".

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