Táxis podem passar a ter preços iguais, mais baixos, para vários concelhos 

Proposta foi feita pelos representantes do setor e está em estudo num grupo de trabalho criado pelo Governo.

O grupo de trabalho criado pelo Governo para recomendar mudanças ao setor dos táxis está a estudar a criação de tarifas iguais para mais do que um concelho, ou seja, mais baratas para os clientes quando o táxi sai do 'seu' município.

Atualmente quando saem do concelho onde estão licenciados os táxis começam a aplicar tarifas mais caras, o chamado preço do retorno sem passageiro, não podendo voltar a aceitar clientes enquanto não regressarem ao município de origem.

O relatório preliminar do grupo de trabalho, divulgado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, adianta que um dos principais temas em análise, "nucleares para o setor do táxi, passa pela intermunicipalização", um ponto onde se obteve "um largo consenso sobre a possibilidade de alterar o atual paradigma (municipal), transitando para um modelo de organização intermunicipal".

Na prática, o modelo de tarifas seria o mesmo que já existe nos Transportes Individuais e Remunerados de Passageiros em Veículos Descaracterizados (TVDE) que não distinguem preços quando cruzam a fronteira de concelhos.

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, detalha à TSF que a proposta em discussão, feita pelos representantes do setor, é que exista a possibilidade de dois ou mais municípios se associarem para que tenham uma tarifa comum, "evitando que o cliente pague o serviço de retorno", alargando o território onde os táxis operam.

"O serviço ficará naturalmente mais económico para o cliente, não havendo novas licenças e passando a haver um contingente intermunicipal".

Outra proposta em estudo é que à semelhança das plataformas TVDE as plataformas para chamar táxis também possam apresentar preços estimados ou fixos, podendo o cliente escolher, à partida, o valor que quer pagar.

Fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que tutela esta área, adianta que para já as medidas anteriores estão apenas em cima da mesa do grupo de trabalho criado para o setor do táxi. Nenhuma decisão está ainda tomada.

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