Técnicos do INEM recusaram-se a sair em quatro ambulâncias por falta de desinfeção

Os técnicos do INEM recusaram-se a sair em serviço, uma vez que quatro das ambulâncias não estavam desinfetadas.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) teve, esta segunda-feira, quatro ambulâncias para transporte de doentes Covid-19 paradas, uma vez que os técnicos se recusaram a sair em serviço, por falta de desinfeção dos veículos, avança o Jornal de Notícias.

De acordo com o JN, a GNR deixou de fazer a higienização das ambulâncias e o INEM teve de contratar uma empresa privada que apenas limpou duas ambulâncias. Sem as viaturas de emergência desinfetadas, os técnicos recusaram-se a sair por sentirem correr o risco de se contaminarem e de contaminarem a comunidade.

Os técnicos de emergência pré-hospitalar garantem ainda que o INEM foi avisado com antecedência deste problema e nada fez.

Até esta segunda-feira, dia 1 de junho, era a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR que garantia a limpeza e desinfeção das ambulâncias do INEM, dos veículos da Cruz Vermelha Portuguesa e das viaturas dos Bombeiros.

A GNR mantinha em Lisboa e no Porto, duas linhas de descontaminação exclusivas para viaturas médicas de emergência. O último balanço apontava para uma média diária de 50 viaturas descontaminadas por dia.

Com a exigência de disponibilidade total da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro para os fogos florestais, estes militares já não podem fazer estas desinfeções especiais após cada transporte de doentes com Covid-19.

Face a esta indisponibilidade o INEM informou as bases do Porto, Coimbra e Lisboa que deveriam ser os técnicos de emergência a limparem as ambulâncias.

Para o INEM, é preciso que tudo volte à rotina habitual e assegura que os profissionais têm todos os equipamentos e produtos necessários para cumprir aquela que é uma das suas funções: garantir a manutenção e prontidão das ambulâncias.

Um retrocesso e uma diminuição da garantia do que seria desejável relativamente à desinfeção das ambulâncias.

"Medidas de proteção são para manter"

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar acusa o INEM de estar a baixar a guarda à crise sanitária: "A garantia não está a ser dada, sabendo que estão a ser aligeiradas as medidas, mas as medidas de proteção de proteção que todos devemos ter são para manter", defende Pedro Moreira, em entrevista à TSF.

Pedro Moreira considera que este eventual aligeirar das medidas não é "correto" nem "adequado à atual realidade e necessidade de proteção tanto dos técnicos como de todos os cidadãos que, uma vez mais, solicitem o instituto."

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