"Temos de acreditar, não podemos perder a esperança." Alunos de Medicina do Algarve na SNS 24

Estudantes do curso de Medicina responderam ao desafio e estão desde há uma semana nas instalações da Altice a trabalhar na Linha SNS 24.

A primeira semana foi exigente mas gratificante. Inês Piscalho, uma das 160 estudantes de Medicina que integraram a Linha SNS 24, revela que nem consegue contabilizar as chamas que recebem. "Os colegas não têm mãos a medir", afirma.

Inês é aluna do 5.º ano do curso de Medicina da Universidade do Algarve e uma das 10 team leaders deste projeto. Os alunos estão sedeados nas instalações da Altice em Faro, trabalham por três turnos e vão respondendo às questões de quem telefona para a linha.

Ultimamente grande parte das chamadas têm um único tema: Covid-19.

Quem liga tem muitas dúvidas."O que devem fazer caso contactem com alguém que é positivo, ou para confirmar a sintomatologia", revela a estudante.

Se desconfiam que os sintomas apontam mesmo para que quem está a ligar tenha a doença, essa pessoa é reencaminhada para a linha de apoio ao médico.

Inês Piscalho considera que nesta altura a função de quem atende é também tranquilizar as pessoas."No fim de receberem a informação, [as pessoas] também se sentem mais tranquilas", confirma. Inês é otimista."Conseguimos mesmo assim manter a esperança e acreditar que isto vai correr bem."

Por enquanto, estes 160 alunos, futuros médicos que já estão a aprender a ajudar, não sabem quando terminará a sua tarefa. Certo é que vão lembrar-se desta experiência para o resto das suas vidas profissionais."Isto vai marcar-nos para sempre", conclui Inês.

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