Terminou primeira fase de obras no IP3. Custou mais um milhão de euros e atrasou-se um ano

Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 está satisfeita pelo que já foi feito na via, mas lembra que há obras ainda por executar.

Um ano depois do que estava inicialmente previsto, foram dadas por terminadas as obras de requalificação do IP3, entre o Nó de Penacova e a ponte sobre o Rio Dão, em Mortágua.

A empreitada no troço de 16,6 quilómetros foi concluída esta quinta-feira, adianta em comunicado a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP), realçando que a concretização da intervenção "assegura uma importante melhoria ao nível da qualidade das condições de circulação e segurança para os milhares de automobilistas que diariamente utilizam o IP3 nas suas deslocações".

Não foi o prazo das obras que derrapou. A fatura a pagar também ficou mais pesada 1 milhão de euros. O projeto estava orçado inicialmente em 12 milhões.

"A reabilitação do troço entre o Nó de Penacova e a Ponte sobre o Rio Dão agora concluída, constitui a primeira fase do projeto geral de requalificação e duplicação do IP3, numa intervenção a executar ao longo de 75 quilómetros na mais importante via de ligação entre Coimbra e Viseu", explica ainda a IP.

A segunda fase da intervenção, que prevê a duplicação e requalificação da via, entre os nós de Souselas e de Viseu, encontra-se "atualmente em fase de Avaliação de Impacte Ambiental".

"Estima-se que a emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) venha a ocorrer no terceiro trimestre deste ano. Após a incorporação das medidas determinada na DIA e a consequente conclusão do Projeto de Execução, o lançamento da primeira empreitada deverá ocorrer até ao final deste ano ou no início de 2022", adianta a IP, acrescentando que "a requalificação e duplicação do IP3 irá promover uma forte melhoria ao nível da segurança e mobilidade para os milhares de utilizadores de diariamente circulam nesta via, constituindo-se também como um elemento potenciador de um maior desenvolvimento económico e social para as empresas e as populações da região, em particular as localizadas nos distritos de Coimbra e Viseu".

O Governo mantém em cima da mesa o ano de 2024 como o prazo para a conclusão das obras de requalificação da estrada.

Ouvido pela TSF, Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, mostra-se satisfeito pelos trabalhos que já foram feitos na via, mas lembra que há obras que ficaram ainda por executar.

"Falta fazer a zona da Livraria do Mondego e fica por fazer ainda, que não foi contemplada nesta primeira fase, a situação das pessoas que vivem na zona de Oliveira do Mondego e que não têm qualquer solução para deslocar-se para os seus terrenos agrícolas que não seja pelo interior do IP3", diz.

Com o lançamento da segunda fase da empreitada prevista para o final deste ano ou início do próximo, o dirigente não acredita que todo o IP3 seja requalificado até 2024 como prometeu o Governo.

"Os prazos não vão ser cumpridos porque nós não acreditamos, nem ninguém acredita, que uma obra desta envergadura consiga estar concluída em dois anos. Será difícil com tanto atraso, mas o que importa é que ela inicie o quanto antes", defende.

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