Testagem massiva no ensino superior obriga a ações de formação para que nada falhe

Cruz Vermelha Portuguesa está a instruir elementos que vão participar na operação de testagem, que envolverá milhares de pessoas.

O regresso dos estudantes às universidades e politécnicos está previsto para a próxima segunda-feira, 19 de abril. No mesmo dia começa a testagem massiva de alunos, professores e colaboradores das instituições de ensino superior. Uma operação de grande envergadura que obriga a preparar bem todo o processo.

A despistagem da Covid-19, que envolve milhares de pessoas, tem o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). Além de oferecer os testes de antigénio (testes rápidos) e poder apoiar a operação com equipas próprias em instituições que não tenham capacidade para a desenvolver, também está a dar formação a quem os vai executar.

A primeira ação formativa decorreu esta segunda-feira, em Chaves, na Escola Superior de Enfermagem do Alto Tâmega. Leila Sales, coordenadora do departamento de formação da CVP, refere que os formandos são maioritariamente "profissionais de saúde habilitados para realizar os testes rápidos, essencialmente enfermeiros".

Devido à envergadura da operação a nível nacional, é preciso afinar e uniformizar procedimentos. De acordo com Leila Sales, "não está em causa apenas a realização da colheita", já que "os enfermeiros estão muito à vontade com isso", mas toda a logística envolvida, "desde o agendamento e as informações a recolher, passando pela montagem de espaços e circuitos, até ao reporte dos resultados". Em suma, frisa a responsável, "é importante que todos estejam alinhados para que as coisas corram bem".

A formação presencial é complementar a outra já feita online, também proporcionada pela CVP, em parceira com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e que já abrangeu mais de dois mil profissionais de saúde.

De acordo com a enfermeira Andreia Félix, uma das formandas, as ações de formação dotam os participantes de "conhecimentos e capacidades para a organização dos dias de testagem", pois é necessário "fasear com segurança, para que o regresso dos estudantes seja eficaz".

Rita Pessoa, diretora da Escola Superior de Enfermagem do Alto Tâmega, gerida pela CVP, também assistiu à formação. Apesar de não ser profissional de saúde, quer estar por dentro da operação de testagem. Considera que a formação é "essencial" num contexto de pandemia, uma vez que "é preciso saber o que se está a fazer, em segurança, e compreender o resultado". É que, para além das funções diretivas, vai estar a prestar apoio no "registo dos testes". "Todos temos de ajudar", sublinha.

Na Escola Superior de Enfermagem do Alto Tâmega, onde decorreu a primeira de muitas sessões de formação presencial, vão ser testados 300 estudantes. É uma pequena parte dos muitos milhares em todo o país, durante as próximas duas semanas.

Os testes de antigénio que vão ser feitos a partir de segunda-feira em todos os estabelecimentos de ensino superior permitem obter resultados entre 15 e 30 minutos e encaminhar imediatamente os casos positivos.

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