Testes para eventos acima de 500 pessoas. Técnicos de espetáculos vão manifestar-se em Lisboa

O presidente da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos concorda com os testes, mas considera que os custos deveriam ser suportados pelo Governo e não pelo setor da cultura, que não aguenta mais custos.

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos vai regressar aos protestos. Os técnicos de espetáculos foram protagonistas de uma das mais marcantes manifestações face ao "encerramento" do setor da cultura. Também desta vez prometem um protesto criativo, mas não avançam com pormenores.

Em declarações à TSF, Pedro Magalhães, presidente da associação, diz que o descontentamento cresce porque tardam a sair os resultados dos eventos piloto organizados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

"Já estamos a caminhar para dois meses e não existem resultados e a previsão de existirem resultados é praticamente nula. Nós numa situação de crise tão grave como vivemos apostámos tudo nestes testes piloto e de repente a mensagem que recebemos da DGS é que poderemos não ter os resultados", afirma.

Pedro Magalhães refere que o motivo de não haver resultados não é uma falha informática, como diz a DGS. "O motivo é que faltou um dado que era importante questionar as pessoas e essa falha é uma falha da DGS".

Outra razão para o protesto é o anúncio de que nos eventos ao livre com mais de mil pessoas só entra quem tiver teste negativo à Covid-19, um número que desce para as 500 pessoas em recintos fechados. Pedro Magalhães pergunta quem paga esses testes, uma vez que o setor não aguenta mais custos.

"Isto é de uma tremenda injustiça, quando não se obteve qualquer resultado e toma-se uma decisão baseada em nada. Quando vamos para um espetáculo, somos obrigados a fazer um teste (...) mas depois saímos desse espetáculo, podemos ir para um restaurante tirar a máscara e estar em convívio com os amigos sem qualquer problema, sem qualquer necessidade de teste. Esta desigualdade, esta dualidade de critérios, que em nada favorece o nosso setor", admite.

Depois de um ano parados, os técnicos de espetáculos temem o que vai acontecer no verão e, dando como exemplo os transportes públicos, dizem que não percebem os critérios da DGS.

"Nós concordamos com os testes, isso não está em causa. Esse custo não pode é ser de repente transportado para o setor, nem para o espetador. Isso devia ser suportado pelo próprio Governo e não deveria ser para o setor cultural, dos espetáculos, dos eventos, devia ser generalizado. Fala-se muito nos transportes públicos, nós não temos dados, mas na verdade é que nos dias de hoje nós vemos transportes públicos de manhã completamente cheios de pessoas, sem qualquer distanciamento e testa-se essas pessoas? Não se testa", diz.

O protesto dos técnicos de espetáculos está marcado para o dia 30 de junho, em Lisboa.

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