"Tique autoritário." Sindicato diz que PS quer regredir para "o que acontecia antes do 25 de Abril"

A propósito da proposta para limitar o acesso de ex-sindicalistas à liderança de ordens profissionais, o Sindicato Independente dos Médicos acusa os socialistas de quererem controlar a sociedade civil.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) ataca a proposta do PS para alterar a lei e limitar o poder das ordens profissionais. O sindicato acusa os socialistas de terem tiques autoritários e quererem regredir para a situação que existia antes do 25 de Abril.

Esta quarta-feira, no Fórum TSF, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, afirmou que a proposta do PS - que comparou algumas ordens profissionais a "sindicatos disfarçados" e "armas de arremesso contra o Governo" - é "um ataque a todos aqueles que têm intervenção sindical".

"Entendemos que se um governante que tutele uma determinada empresa pública pode, dois anos depois, trabalhar para ela e fazer pareceres, como é que é possível que um partido que se diz socialista ter esta atitude em relação a todos aqueles que, de uma forma solidária, intervêm na sociedade em termos sindicais?", questionou Roque da Cunha. "É um tique autoritário, muito semelhante ao que acontecia antes do 25 de Abril", atirou.

Na opinião de Roque da Cunha, o Partido Socialista e este Governo "minoritário, ainda por cima", ressalva, "lida muito mal com a crítica e, como já controla o aparelho do Estado, quer controlar a sociedade civil".

"Nós não recebemos qualquer subsídio do Estado, não temos qualquer necessidade de apoios deste Governo, a única coisa que nós queremos é respeito e vamos exigir que isso aconteça", disse ainda o sindicalista.

O PS avança, esta quarta-feira, com alterações à lei das associações públicas profissionais, visando reforçar "o interesse público, a autonomia e independência da regulação e promoção do acesso a atividades profissionais".

O PS já tinha criticado as ordens que são "sindicatos disfarçados" ou "armas de arremesso contra qualquer Governo", agora, ao propor alterações ao regime das associações públicas profissionais, estabelece um prazo de quatro anos até que alguém ligado a atividade sindical possa liderar uma ordem.

"Não são elegíveis para os órgãos das associações públicas profissionais os profissionais que tenham desempenhado cargos em órgãos dos sindicatos do setor nos últimos quatro anos", lê-se no diploma socialista que será, esta quarta-feira, apresentado publicamente.

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