Trabalhadores da AT exigem reforço das medidas de segurança e prevenção

Associação dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira elaborou um documento onde reivindica um conjunto alargado de medidas preventivas que garantam aos trabalhadores da AT o desempenho das suas funções em condições de segurança.

Mais de metade dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sentem-se inseguros com as medidas internas para prevenir a Covid-19, e a sua associação profissional reivindicou esta quinta-feira mais e melhores condições de segurança para enfrentar a pandemia.

"Esta exigência surge das situações que os trabalhadores enfrentam no seu dia a dia, que os levam a temer pela sua segurança e pela do público", disse à agência Lusa Nuno Barroso, presidente da Associação dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT).

A APIT elaborou um documento onde reivindica um conjunto alargado de medidas preventivas que garantam aos trabalhadores da AT o desempenho das suas funções em condições de segurança, assim como para os utentes dos serviços.

O documento, que inclui os resultados de um inquérito feito pela associação aos trabalhadores da AT, foi entregue esta semana ao Presidente da República, ao Governo, aos grupos parlamentares e à direção da AT.

De acordo com os resultados do inquérito, hoje divulgados, 53,49% dos trabalhadores não se sentem seguros com as medidas seguidas pela AT para prevenir a Covid-19.

Segundo a APIT, o inquérito sobre a forma como a AT tem agido e reagido às questões de segurança, higiene e saúde, em contexto de pandemia, permitiu identificar "os erros e as omissões que colocam e/ou colocaram em causa a saúde, e mesmo a vida, de todos aqueles que diariamente desenvolvem a sua atividade nos diversos serviços da AT".

"Mas não foi apenas o resultado do inquérito que nos levou a exigir medidas mais rigorosas para prevenir o contágio da Covid-19, foi o facto de se verificar que se exagerou na normalidade, depois do confinamento, e muitos procedimentos deixaram de ser seguidos, nomeadamente reduziu-se o desfasamento de horário e as equipas em espelho", disse Nuno Barroso.

A APIT também criticou o atraso com que são feitas as desinfeções dos locais de trabalho onde foram detetados casos de infeções, que "deveriam ser imediatas, mas estão a tardar quatro, seis e oito dias".

Nuno Barroso lembrou que, no início da pandemia, a AT atualizava e divulgava internamente o número de caso de infetados e as medidas que tinham sido tomadas, mas desde julho deixou de o fazer.

A reposição deste procedimento e a desinfeção regular obrigatória dos locais de trabalho estão entre as reivindicações apresentadas, assim como o alargamento do teletrabalho obrigatório para todos os serviços onde ele é viável, com disponibilização do necessário material informático aos trabalhadores.

A associação reivindica também a realização de testes serológicos e de Covid-19 a todos os trabalhadores que se voluntariem para tal e a distribuição de máscaras a todos os que estejam em trabalho presencial.

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