Trabalhadores da CGD estão em greve para reivindicar negociação da tabela salarial

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos.

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estão, esta segunda-feira, em greve, reivindicando a negociação da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária. Pelas 12h00, vão também concentrar-se em frente à sede da CGD, em Lisboa.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC).

Pedro Messias, presidente do sindicato dos trabalhadores do grupo Caixa Geral de Depósitos, lamenta o que diz ser o desrespeito que a Caixa tem tido perante os trabalhadores.

"Há um grande desagrado dos trabalhadores para com a postura da Caixa Geral de Depósitos, a administração. Entendemos que há um desrespeito para com os trabalhadores. A última situação foi a falta de resposta à nossa proposta de tabela salarial que foi apresentada em janeiro. Chegámos a julho e a Caixa sempre sem nada para nos dizer", explicou à TSF Pedro Messias.

O presidente do sindicato exige ainda informações sobre os processos de reestruturação da CGD e afirma que estão em cima da mesa todas as formas de luta, caso avance cuma nova redução dos quadros.

"Do que já sabemos, há um qualquer plano estratégico para 2021/2024 e nesse plano tem de existir um acompanhamento da restante banca, nomeadamente ao nível dos quadros de pessoal. Isso preocupa-nos, naturalmente. A Caixa Geral de Depósitos, por via do plano de Bruxelas, entre 2017 e 2020, perdeu 2300 trabalhadores, o que não é pouco, e agora já estamos a falar novamente em ajustar o quadro de pessoal", acrescentou o presidente do sindicato dos trabalhadores do grupo Caixa Geral de Depósitos.

Na sexta-feira, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o Sindicato Independente da Banca (SIB) aderiram à greve dos trabalhadores da CGD, garantindo o pagamento do dia aos seus associados.

Em comunicado, o SNQTB e o SIB disseram não tolerar "despedimentos coletivos ou ameaças de extinção de postos de trabalho" e que, "caso ocorram, será, de imediato, convocada uma nova greve".

As estruturas sindicais exigiram ainda ser informados sobre os processos de reestruturação feitos pelos bancos (que implicam saídas de funcionários), afirmando que não podem ser excluídos de participar nesses processos.

A 27 de julho, o Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) anunciaram que a CGD comunicou que vai iniciar em setembro a revisão da tabela salarial. O STEC manteve a greve.

No primeiro semestre, a CGD totalizou 294 milhões de euros de lucro, mais 18% do que no mesmo período do ano anterior.

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