Tradicional feira anual da cereja em Alfândega da Fé regressa às origens

Por causa da Covid-19, Alfândega da Fé, este ano, não faz a Feira da Cereja. O maior evento da vila transmontana que tem na cereja o principal produto vai ser transformado numa espécie de mercado ao ar livre e com todas as condições de segurança.

A partir deste sábado e durante os próximos fins de semana até 14 de junho, o jardim principal de Alfândega, terá bancas de venda de cerejas e outros produtos da região transmontana.

É um regresso às origens diz Eduardo Tavares o presidente da câmara de Alfândega. "Foi no jardim municipal há cerca de 40 anos, onde tudo começou com uma prova de atletismo e com a venda de cereja que depois foi crescendo para (outros) produtores e também para o artesanato. Anos mais tarde, na década de noventa, evoluiu para uma grande festa".

Uma festa que agora se transforma num mercadinho ao ar livre e que Eduardo Tavares diz que, para lá da muita e boa cereja haverá mais produtos tradicionais da região como "o azeite, o vinho, os queijos, os enchidos, os frutos secos, as compotas ou os doces. Estarão em conjunto com a cereja durante quase um mês".

O presidente diz que está tudo em segurança, conforme as normas exigidas e que já confirmou isso, esta semana, nos restaurantes locais. "E dá prazer ver o empenho e o trabalho que os restaurantes têm feito para cumprir e para fazer cumprir essas regras. Obviamente isto dá confiança", salienta.

A mesma confiança que Adriano Andrade e o seu sócio tiveram há cinco anos quando se lançaram na produção de cereja. Este ano esperam colher cerca de 20 toneladas e vender tudo. Vão estar no mercadinho com as melhores cerejas do mundo, "que se diferenciam bem das outras existentes no mercado porque para lá da crocância e da doçura também têm alguma acidez e tornam o produto com alguma complexidade e diferenciado com muita qualidade. É especial e específico e que deve ser valorizado e que as pessoas devem valorizar e consumir", diz o biólogo e engenheiro agrónomo de 33 anos.

No jardim de Alfândega da Fé estarão nos próximos dias 12 expositores. Na vila e no concelho há ofertas gastronómicas ímpares e nesta altura do ano, a natureza transmontana é uma exposição constante que tem na serra de Bornes e nos lagos do Sabor pontos de passagem obrigatória.

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