Transmissibilidade e incidência estabilizam nas últimas duas semanas

A evolução foi positiva na generalidade das regiões em relação à atualização feita há duas semanas, na qual apenas a região de Lisboa e Vale do Tejo apresentava um R abaixo de 1.

O índice de transmissibilidade (Rt) e a taxa de incidência de novos casos de Covid-19 registaram uma estabilização em Portugal nas últimas duas semanas, afirmou esta terça-feira o investigador Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

"Observou-se um decréscimo da transmissibilidade e para os últimos cinco dias estimámos um R de 0,99. A incidência também está em decréscimo, a tendência é estável e será ligeiramente decrescente", adiantou o perito do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que junta especialistas, membros do Governo e o Presidente da República para a análise da situação epidemiológica do país.

De acordo com Baltazar Nunes, a evolução foi positiva na generalidade das regiões em relação à atualização feita há duas semanas, na qual apenas a região de Lisboa e Vale do Tejo apresentava um R abaixo de 1.

"A situação atual é bastante melhor. Atualmente, apenas a região Norte tem um R acima de 1; todas as regiões do continente estão com incidência abaixo dos 120 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias e do R igual a 1, com exceção do Norte", clarificou. Apesar de admitir um atual aumento da incidência no grupo entre os 10 e os 20 anos, vincou que "dos 30 anos para a frente não há alteração e acima dos 80 anos mantém-se a redução da taxa de incidência".

O investigador do INSA enfatizou o "benefício e o impacto da vacinação nos grupos etários para reduzir a incidência" e, através de simulação matemática para diferentes cenários de incidência controlada e incidência crescente para os próximos meses, notou que "os resultados sugerem uma situação epidemiológica controlada com claros sinais de impacto do plano de vacinação, nomeadamente na população com 80 ou mais anos de idade".

A manutenção do controlo da situação epidemiológica passará, segundo Baltazar Nunes, "por compensar o aumento de contactos e transmissibilidade com o aumento da testagem, isolamento de casos e rastreio de contactos", bem como a continuidade do cumprimento das medidas preventivas. Já sobre as linhas do Governo para o desconfinamento, admitiu que não se espera "que esta linha esteja no horizonte já que estamos com uma tendência estável".

"Demoraremos muito tempo, se chegarmos" aos 120 casos por 100 mil habitantes, acrescentou o especialista do INSA, sublinhando que Portugal já está também entre os países com maior mobilidade a nível europeu e "não manteve o padrão de aumento da incidência e do R, mas estabilizou com um R ligeiramente abaixo de 1 e a incidência entre 60 e 120" de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias.

Em Portugal, morreram 16 965 pessoas dos 834 638 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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