Festa ilegal em Lagos: 23 casos confirmados, testes continuam

Dois dos infetados estão internados e apresentam um estado de saúde considerado preocupante.

São certos 23 casos de Covid-19 entre os que estiveram presentes na festa ilegal que este fim de semana decorreu em Lagos, mas as autoridades regionais de saúde ainda estão a realizar testes e o número pode aumentar. Tinha sido pedida autorização para reunir no espaço 20 pessoas, mas estiveram presentes cerca de cem, o que teve como consequência um novo foco da doença.

Luís Cadinho, delegado regional de saúde de Aljezur e Vila do Bispo, explica que o número de casos positivos pode aumentar. Ainda estão a testar quem marcou presença na festa, assim como os contactos mais próximos destas pessoas.

"Ao encerrar o dia de ontem tínhamos 23 casos ligados a esta festa, 18 em Lagos, Portimão e cinco de outros concelhos do Algarve. É difícil apontar um número final, mas neste momento acredito que vai ultrapassar os 30 casos. Vai depender da capacidade de identificar todas as pessoas que estiveram na festa e estão positivas e vai depender do cumprimento de medidas como o isolamento que têm que cumprir."

Duas das pessoas infetadas durante a festa em Lagos estão internadas e, segundo o delegado regional de saúde, inspiram preocupação.

Luís Cadinho sublinha que, numa primeira fase, houve alguma resistência por parte de quem esteve neste encontro, mas os intervenientes já perceberam a gravidade da situação e agora são os próprios que estão a contactar as autoridades de saúde para pedir ajuda.

"No início houve resistência, foi difícil ter um número certo de quem esteve na festa, mas como o passar do tempo perceberam que estiveram em perigo e os próprios contactaram os serviços, temos estado em contacto. No início houve omissão, mas agora são os próprios que contactam outras pessoas com quem estiveram e pede, ajuda aos serviços de saúde."

Quanto às investigações sobre os organizadores desta festa ilegal que juntou mais de cem pessoas em Lagos, o delegado regional de saúde diz que, até ao momento, não foram contactados pelas autoridades para prestar qualquer tipo de informação. Já a GNR ressalva que o promotor do evento foi identificado no dia da festa e acatou, de imediato, a ordem para dispersão da concentração de pessoas.

"Este tipo de eventos é considerado de natureza familiar, sendo permitido, desde que as orientações da Direção-Geral da Saúde sejam respeitadas e não impliquem uma aglomeração de pessoas superior a 20, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar, critério que não se verificava na situação em apreço", pode ler-se no comunicado da GNR.

A TSF sabe que o caso não está a ser investigado e, como as ordens foram imediatamente cumpridas, o promotor do evento não terá qualquer penalização, que só poderá acontecer em caso de eventual reincidência.

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