"Está tudo preparado." Dispositivo de combate de incêndios na força máxima

O reforço da fiscalização e do patrulhamento envolverá também a Força Aérea.

O ministro da Administração Interna garantiu esta quarta-feira que o dispositivo especial de combate a incêndios florestais "está preparado nos meios máximos" e anunciou um reforço da fiscalização e patrulhamento durante os próximos dias, envolvendo também a Força Aérea.

Eduardo Cabrita falava na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, a propósito do dispositivo de prevenção e combate a incêndios rurais que está a postos para enfrentar entre esta quarta-feira e domingo elevadas temperaturas (nalguns casos a rondar os 40º), vento seco de leste, com rajadas, baixa humidade do ar e "noites tropicais", e que levou a decretar alerta vermelho para 13 distritos do país.

"Irão manter-se temperaturas muito altas até ao próximo domingo, acompanhadas de muito vento de leste, muito seco, sobretudo durante a parte da tarde, ao longo de todos os dias, com rajadas que, por vezes, atingirão os 70 ou 80 km/h, e níveis de humidade relativa muito baixos", refere Eduardo Cabrita. Estas condições metereológicas afetarão o interior, mas vão estender-se para o litoral.

Segundo o ministro, a fiscalização e o patrulhamento da GNR nos próximos dias será realizada de "modo mais efetivo nas zonas de maior risco", com a Força Aérea (FA) a apoiar esta missão com 85 patrulhas e 170 efetivos. "O sistema está preparado na sua capacidade de prontidão. Será reforçada a fiscalização, quer pela Guarda Nacional Republicana, quer por 85 patrulhas das Forças Armadas que estão ao serviço deste esforço coletivo, e o incumprimento de qualquer das determinações do estado de alerta corresponde a um crime de desobediência das instruções designadamente à Guarda Nacional Republicana para cumprir a sua função de fiscalização e não deixar de atuar nesta matéria."

Eduardo Cabrita revelou ainda que um helicóptero da FA transportará, a partir de Vila Real, militares da GNR e operacionais da Proteção Civil em missões de vigilância aérea nas zonas de maior risco de incêndio.

"Tudo está preparado", enfatizou o ministro, apelando à população em geral para que cumpra à risca as recomendações da Proteção Civil - não fazer queimas, queimadas, trabalhos agrícolas com material gerador de risco ou ignições - sob pena de tais comportamentos configurarem um "crime de desobediência", punível criminalmente.

O ministro indicou igualmente que empresas como a REN e a EDP suspenderam os trabalhos de manutenção habitualmente efetuados nas zonas rurais para se evitar a possibilidade de incêndio.

Eduardo Cabrita aproveitou para elogiar a capacidade de resposta demonstrada pelo dispositivo nos cerca de oito mil incêndios já registados este ano, o que fez baixar a área ardida relativamente ao ano anterior.

Quanto à campanha de sensibilização e prevenção junto das populações rurais, o ministro revelou que, até às 10h00 desta quarta-feira, já tinham sido recebidos mais de quatro milhões de SMS nos distritos em alerta vermelho e contabilizados 600 pedidos de esclarecimento: "Estamos no primeiro momento em que fazemos emissão de SMS às populações. Até às 10h00, tinham sido recebidas mais de quatro milhões de SMS nos 13 distritos abrangidos pelo estado de alerta vermelho. Começaram a ser emitidas ao início da manhã, e pedimos às operadoras que, de duas em duas horas, nos atualizem essa informação."

No capítulo das condições atmosféricas, o ministro apontou que, até ao momento, já se registaram temperaturas acima dos 40º em Alvega, no Ribatejo.

Eduardo Cabrita aludiu ainda às previsões de vento leste seco e com rajadas de 70 a 80 kms/h e humidade relativa muito baixa, bem como a "noites tropicais" acima dos 20º.

No continente, 13 distritos estão em alerta vermelho entre esta quarta-feira e domingo e os restantes em alerta laranja.

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