Túnel de Santo Ovídio vai fechar 18 meses devido a obras do Metro do Porto

A interrupção da circulação no túnel deve-se à construção do viaduto de acesso à Linha Amarela, obra que vai durar um ano e meio.

A circulação no túnel de Santo Ovídio, em Gaia, vai ser interrompida a partir de 2 de novembro, por um período de 18 meses, devido às obras de prolongamento da Linha Amarela do Metro do Porto.

A informação foi avançada, esta terça-feira, pelo presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, durante uma visita à futura estação Manuel Leão, uma das três previstas no âmbito do projeto de prolongamento da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila d'Este, cujas obras tiveram início em março e têm conclusão prevista para dezembro de 2023.

"Este é um momento importante para nós, porque na próxima semana, no dia 02 de novembro, vamos proceder ao encerramento do túnel de Santo Ovídio, porque vamos avançar com a ligação da Estação de Santo Ovídio atual", indicou aquele responsável, em declarações aos jornalistas.

A interrupção da circulação no túnel visa a construção do viaduto de acesso à Linha Amarela, obra que vai durar um ano e meio.

Aos jornalistas, Tiago Braga deixou claro que não havia alternativa ao corte do túnel de Santo Ovídio, quer por razões técnicas, quer por razões de segurança.

"Apelamos a alguma paciência. (...) Não havia outra alternativa. Para fazermos esta ligação tínhamos mesmo de ocupar aquele espaço quer por questões técnicas -- nós vamos construir uma laje paralela à laje existente, porque vamos alargar aquele canal --, quer por questões de segurança, que impediriam qualquer tipo de utilização junto do túnel", esclareceu.

Assumindo o compromisso de tudo fazer para encurtar o prazo previsto para esta empreitada, o responsável lembrou que não há obras sem constrangimentos, mas sublinhou que no final "as coisas ficaram muito melhores para todos os utilizadores" e para o ambiente, ao contribuir para a descarbonização.

Tiago Braga adiantou ainda que o túnel será aberto assim que houver condições técnicas e de segurança.

"A nossa previsão, neste momento, são 18 meses, [mas] tudo faremos para encurtar esse período. Assim que houver condições técnicas e de segurança para abrir o túnel, nós assim o faremos", disse.

Também o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, sublinhou a inevitabilidade destes constrangimentos, assumindo desde já que as vias de acesso alternativas vão ficar "sobrecarregadas".

"O que se pode esperar é alguma confusão adicional. O túnel de Santo Ovídio já nos retirava cerca de 40 mil carros da rotunda diariamente e, portanto, agora essa distribuição vai se fazer sempre com ónus. Vai sobrecarregar o IC23, vai sobrecarregar a A44, vai sobrecarregar as nacionais, nomeadamente a Nacional 1".

O autarca adiantou ainda que foram reforçados o transporte público e o policiamento, na medida em que, "em condições normais, a rotunda de Santo Ovídio é também zona para alguns excessos de estacionamento indevidos e até de paragem de autocarros".

"Vamos cingir isto aos transportes públicos e pedir a compreensão de todos", disse.

A circulação rodoviária no túnel de Santo Ovídio está já condicionada desde 18 de outubro, dia em que foi suprimida uma faixa de rodagem no sentido norte.

Fazendo um ponto de situação dos trabalhos, Tiago Braga indicou ainda que, nesta altura, as obras de prolongamento da Linha Amarela estão "em velocidade cruzeiro", prevendo-se que ainda esta semana iniciem os trabalhos "do embocamento sul, em frente à [futura] estação do Hospital de Gaia".

Salientando que está a ser cumprido, de uma forma global, o plano traçado para a empreitada de expansão desta linha, o presidente da Metro do Porto afirmou ser intenção ter a "operação concluída a 31 de dezembro de 2023".

"A nossa previsão e intenção continua a ser claramente o 31 de dezembro de 2023, é esse o nosso compromisso. Haverá uma fase de pré-operação, eu diria que no início de 2024, quando digo início falo em janeiro, a linha estará em condições de ser utilizada comercialmente", afirmou.

O valor desta empreitada, adjudicada ao consórcio Ferrovial/ACA, é de 98,9 milhões de euros.

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