Um alerta impediu que duas estelas funerárias fossem vendidas num leilão

Peças vão ficar expostas no Museu da Terra de Miranda, continuando na região "onde sempre estiveram".

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, com a colaboração da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) conseguiu identificar e impedir a venda em leilão de duas estelas funerárias. O Estado exerceu o direito de preferência, negociou e comprou as duas peças que vão ficar expostas no Museu da Terra de Miranda.

Pedro Silva, coordenador de investigação criminal e responsável pela secção que investiga crimes contra o património, explicou que a Brigada de Obras de Arte foi alertada para o leilão que estava a decorrer e que as duas peças "iam à praça".

O alerta permitiu que a Polícia Judiciária entrasse em contacto com quem estava a vender a peça e travasse o negócio. Assim, as duas estelas, diz Pedro Silva "em vez de irem para parte incerta, não ficar na mesma região onde sempre estiveram".

As estelas funerárias são feitas em pedra, são monólitos e incluem uma inscrição em latim, mas a maior parte dos carateres desapareceram há muito. Pedro Silva descreve-as como sendo "lápides, colocadas na terra, na vertical".

Segundo o parecer da DRCN, as peças são da época romana e provenientes do arqueossítio de Fonte d"Amador, localizado na povoação de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro.

Num comunicado, a Polícia Judiciária adianta que ambas as peças arqueológicas têm um valor científico, patrimonial e cultural elevado porque permitem o conhecimento da ocupação romana da região.

No leilão, as estelas funerárias tinham como base de licitação o valor de mil euros. Pedro Silva, coordenador de investigação criminal e responsável pela secção que investiga crimes contra o património na Diretoria do Norte da polícia judiciária não quis adiantar o valor pago pelo Estado, sublinhando que "esse é um acordo que fica na reserva das partes".

Quanto às duas estelas funerárias, vão ficar no Museu da Terra de Miranda.

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