"Um apoio que permite acalmar necessidades urgentes" em Moçambique

Portugal disponibilizou 250 mil euros para ajudar organizações não-governamentais no terreno face ao agravamento da situação humanitária em Cabo Delgado, Moçambique.

Portugal ativou o Instrumento de Resposta Rápida para Ações de Emergência (IRR), coordenado pelo Instituto Camões. O país disponibilizou 250 mil euros para ajudar organizações não-governamentais no terreno face ao agravamento da situação humanitária em Cabo Delgado, Moçambique.

Foram apresentados cinco projetos, por cinco Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) nacionais, tendo sido selecionados os projetos da HELPO e da OIKOS. Dos 250 mil euros a Helpo já fez as contas ao que lhe caberá." São 105.990.54 euros", diz com precisão Carlos Almeida.

O coordenador em Moçambique desta organização não governamental salienta que este apoio cedido através do Instituto Camões vem complementar um trabalho que a Helpo já está a fazer no terreno desde Janeiro: a reintegração escolar de crianças deslocadas de Cabo Delgado no bairro de Mahate, em Pemba. Mas as necessidades no local são muitas mais e este dinheiro vai ter outras finalidades. "Temos notado outros problemas, não só os traumas de guerra, como também a necessidade de apoio a nivel psicossocial".

A Helpo já tem no terreno uma psicóloga a dar formação a técnicos do local para que identifiquem os casos mais graves. Além disso, há muitas famílias de Pemba a passarem fome. Famílias que já tinham 10, 15 elementos começaram a receber em suas casas os refugiados de Cabo Delgado. " Há casas com 30, 40 pessoas e não está a ser fácil alimentá-las todas", conta.

Carlos Almeida sublinha que este dinheiro, que parece pouco, em Moçambique ganha outra dimensão e vai ajudar muita gente, incluindo milhares de crianças." Este Instrumento de Resposta Rápida (IRR) prevê o apoio a 12.503 pessoas deslocadas e dessas 7265 são crianças", afirma.

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