Um em cada três profissionais de saúde apresentam níveis severos de burnout

Maioria dos médicos e enfermeiros inquiridos durante o pico da pandemia assumiram um estado de exaustão emocional.

Um em cada três profissionais de saúde apresentam níveis severos de burnout, um estado de stress laboral caracterizado por uma sensação de sobrecarga, desgaste e exaustão física e emocional, revela um estudo da Universidade Portucalense, divulgado esta segunda-feira.

Dos 196 inquiridos, 58,2% apresentam "elevada exaustão emocional (esgotamento emocional traduzido por um grande cansaço no trabalho, acompanhado de uma sensação de vazio e pela dificuldade em lidar com as emoções dos outros)".

Também 54,6% dos inquiridos apresentam uma "elevada perda de realização pessoal (sentimento de insucesso profissional)", e 33,7% revelavam sentir "um elevado nível de despersonalização (atitude mais distanciada na prestação de cuidados)".

Segundo uma nota enviada às redações, o estudo "Resiliência e Burnout em Organizações de Saúde" envolveu 196 profissionais de saúde, inquiridos entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, pico da pandemia em Portugal, dos quais 73% são enfermeiros e 24,5% são médicos.

Nos últimos seis meses os profissionais de saúde inquiridos trabalharam em média 47,6 horas, mas o número máximo registado foi de 140 horas semanais.

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