Um país, três estados. Como a pandemia divide Portugal a partir desta quarta-feira
Covid-19

Um país, três estados. Como a pandemia divide Portugal a partir desta quarta-feira

A pandemia de Covid-19 vai dividir Portugal em três a partir da meia-noite (00h) desta quarta-feira. O Conselho de Ministros decidiu, na semana passada, que a maior parte do país vai ficar em estado de alerta, o mais baixo nível de exceção que pode ser aplicado ao território continental.

Já a Área Metropolitana de Lisboa fica a meio caminho e entra em estado de contingência. Mas, dentro dela, há exceções: 19 freguesias de cinco concelhos mantêm-se em estado de calamidade.

Consulte aqui a lista de todas as regras.

(Quase) Todos em estado de alerta

A descida para o estado de alerta traz consigo novas regras. A primeira é já um clássico: o confinamento para doentes e pessoas em vigilância continua a ser obrigatório em todo o país. Ou seja, quem estiver infetado está impedido de sair de casa.

As regras que o país tem cumprido até aqui em termos de distanciamento físico, uso de máscara, lotação, horários e higienização também são para manter.

Os ajuntamentos são permitidos e passam a ter um limite máximo de 20 pessoas. Certo é que quem estiver na via pública, em grupo ou não, está impedido de consumir bebidas alcoólicas. Aqui, são exceção os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito, como as esplanadas.

Uma história de 18 concelhos

O cerco (que não é sanitário) começa a apertar em Alcochete, Almada, Amadora Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Nestes que são os 18 concelhos que compõem a Área Metropolitana de Lisboa (AML), além das anteriores, há mais um conjunto de regras a cumprir.

Os estabelecimentos comerciais vão ter de fechar às 20h, mas há exceções: os restaurantes podem continuar abertos para serviço de refeições e take-away, tal como os super e hipermercados, que passam a fechar às 22h e não podem vender bebidas alcoólicas depois das 20h.

Postos de abastecimento de combustíveis, clínicas, consultórios e veterinários, farmácias, funerárias e equipamentos desportivos também não precisam de fechar às 20h.

Nas ruas, os ajuntamentos vão ter de ser reduzidos a metade em relação ao resto do país: ficam sujeitos a um máximo de dez pessoas na AML.

Há também uma nova regra sobre as bebidas alcoólicas: além de não poderem ser consumidas na via pública, não podem ser vendidas por estações de serviço.

Ser freguês não é fácil

Chegámos ao núcleo da emergência no combate à Covid-19 em Portugal. Há 19 freguesias da região de Lisboa que não vão sair, esta quarta-feira, do estado de calamidade pública.

O controlo vai ser mais apertado em todas as freguesias da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Falagueira-Venda Nova, Encosta do Sol, Venteira, Mina de Água) e de Odivelas (União de Freguesias da Pontinha e Famões, União de Freguesias Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Ramada/Caneças e Odivelas), bem como em Queluz-Belas, Massamá-Monte Abraão, Agualva-Mira Sintra, Algueirão-Mem-Martins, Rio de Mouro, Cacém-São Marcos (Sintra), Camarate, Unhos, Apelação e Sacavém-Prior Velho (Loures) e na freguesia de Santa Clara, em Lisboa.

Mais uma vez, além de todo o conjunto de regras aplicadas às duas divisões anteriores do país, há outras novas para cumprir.

Uma delas é regresso do dever cívico de recolhimento domiciliário. Ou seja, cada cidadão deve manter-se em casa e sair apenas para ir trabalhar, fazer compras, prestar apoio a familiares ou ir à escola.

As feiras e mercados de levante são agora para esquecer, uma vez que voltam a estar proibidos.

Os ajuntamentos encontram, nestas 19 freguesias, o seu limite mais apertado: cinco pessoas, no máximo.

Para controlar todas estas novas regras há, como é natural, um reforço da vigilância por parte de equipas conjuntas da Proteção Civil, Segurança Social e Saúde Comunitária.

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