Um setor em risco de "colapso". Fisioterapeutas abrem portas segunda-feira

É uma das classes profissionais mais afetadas pela pandemia de Covid-19. Muitos gabinetes de fisioterapia podem não conseguir manter os empregos.

Os fisioterapeutas contam abrir portas a partir de segunda-feira. Num universo de 13 mil profissionais, apenas cerca de 10% trabalham no setor público. Os restantes, com gabinetes próprios, estão sem rendimentos desde março.

Em declarações à TSF, presidente da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas, Adérito Seixas, alerta para um possível "colapso" no setor.

"Não tenho dúvidas de que existem muitos locais em risco de fechar portas e que o desemprego na nossa área possa ser um problema", lamenta.

Na semana passada a presidente do Banco Alimentar contra a Fome apontou os fisioterapeutas como uma das classes profissionais em que há mais "novos pobres".

Para combater os constrangimentos provocados pela pandemia de Covid-19, os fisioterapeutas estão a reinventar-se, destaca Adérito Seixas, alguns começaram, por exemplo, a trabalhar em tele-fisioterapia.

O presidente da associação portuguesa de fisioterapeutas admite que alguns utentes podem ter medo em regressar aos tratamentos, mas garante que serão criadas todas as condições de segurança, com menos utentes de cada vez e até com a mudança do espaço físico nos gabinetes.

Quem abrir portas já na segunda-feira "certamente abrirá em segurança", apesar da grande quantidade de alterações que terão de ser feitas para "minimizar a probabilidade de contacto", garante Adérito Seixas.

Por outro lado, para garantir a segurança dos utentes não bastam as boas práticas dos fisioterapeutas. É preciso adquirir equipamentos de proteção individual e o responsável pede um "papel mais energético" do Governo no controlo dos preços. "Há muita especulação (...) seria importante o Governo procurar uma atuação mais firme", defende.

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