Um terço dos profissionais de saúde tem falta de equipamentos de proteção

Apenas um quarto dos profissionais de saúde suspeitos de terem Covid-19 realizou o teste nas primeiras 24 horas.

Quase um terço dos profissionais de saúde (30,5%) garante que não tem equipamentos de proteção individual suficientes no sítio onde trabalha, ou seja, máscaras, viseiras ou luvas.

A conclusão é de um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, no seu Barómetro Covid-19, que conclui que a questão está longe de ter uma avaliação unânime pois para a maior parte dos médicos, enfermeiros ou outros trabalhadores de hospitais e centros de saúde (47,7%) os equipamentos que existem são suficientes.

O Coordenador Executivo do inquérito, Florentino Serranheira​​​​​, detalha à TSF que a maioria das queixas sobre equipamentos de proteção individual surgem nos cuidados de saúde primários.

O estudo também conclui que 34% dos profissionais de saúde não está a fazer a automonitorização diária dos sintomas da Covid-19, uma medida prevista nas orientações da Direção-Geral de Saúde, numa falha que segundo Florentino Serranheira estará nos serviços de saúde ocupacional que não existirão em vários locais.

Os assistentes operacionais da saúde são os que menos fazem a automonitorização diária dos sintomas da Covid-19.

O barómetro da Escola Nacional de Saúde Pública também revela que mais de 60% dos casos suspeitos desta doença entre profissionais de saúde não foram submetidos a vigilância ativa e apenas um quarto realizou o teste nas primeiras 24 horas.

Há ainda um elevado número de profissionais a revelar níveis elevados de ansiedade e pressão elevada, com quase 40% a reportar a ausência de apoio dos serviços de saúde ocupacional.

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