União de IPSS de Évora quer MP a investigar causas do surto no Lar em Reguengos

Em reação aos resultados da auditoria da Ordem dos Médicos que conclui que o lar não cumpriu as orientações da Direção Geral da Saúde, Tiago Abalroado diz preferir ouvir as entidades competentes.

O presidente da União distrital das IPSS de Évora quer o Ministério Público a investigar as causas que levaram ao surto de Covid-19 que matou 18 pessoas em Reguengos de Monsaraz.

Em reação aos resultados da auditoria da Ordem dos Médicos que conclui que o lar não cumpriu as orientações da Direção Geral da Saúde, Tiago Abalroado diz preferir ouvir as entidades competentes: "É um entendimento de uma organização que deve ser considerado. No entanto, caberá sempre, em primeira instância, às entidades competentes, nomeadamente ao Ministério Público, fazer uma avaliação mais fina e mais aprofundada desta situação, porque afirmações como desorganização, ataques ao modelo de governança são afirmações que têm de ser consubstanciadas em alguma coisa concreta."

Em declarações à TSF, Tiago Abalroado considera que o Estado pode ser chamado à responsabilidade no caso do lar de Reguengos.

"Se há que apurar, apure-se, mas na certeza de que a instituição sempre procurou fazer o melhor possível. Quaisquer responsabilidades que venham a ser apuradas, quaisquer falhas que venham a ser detetadas, não podem exclusivamente ser apontadas à instituição, porque é uma instituição que beneficia de acordo de cooperação com o Estado português e o Estado português tem competências de acompanhar lateralmente a instituição e se algo falhou foi porque o Estado também não exerceu as suas responsabilidades", sustenta.

O presidente da União distrital das IPSS de Évora admite que nem sempre é possível evitar erros, mas acredita que o lar fez o melhor possível.

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