Universidade de Coimbra com controlo de entradas e programa de rastreio aleatório para a Covid-19

Estudantes e trabalhadores vão usar cartão para aceder a todas as instalações. Instituição diz que desta forma é mais fácil "procurar cadeias de transmissão", caso seja necessário.

"Fizemos tudo aquilo que está ao nosso alcance." O reitor da Universidade de Coimbra (UC) garante que a instituição vai ser "um dos espaços do país onde se pode estar com mais segurança". Amílcar Falcão explica que foi criado um "sistema que permite garantir que, dentro da UC, tudo o que tem a ver com circuitos, higienização e adoção de medidas de rastreio" vai levar a que, "caso haja algum caso", a situação seja "limitada" apenas a turmas, de forma a que não obrigue a UC "a passar totalmente a regime não-presencial".

O Plano de Prevenção da UC tem ainda um programa de rastreio aleatório para a Covid-19. Todos os dias são recolhidas cem amostras diárias a estudantes e trabalhadores. As pessoas são contactadas por email, e só participam se quiserem.

Amílcar Falcão indica que "as entradas são feitas com medição de temperatura" e "toda a gente tem de estar com máscara". Para entrar, "as pessoas têm um cartão de estudante ou trabalhador que usam para passar numa cancela, como as do aeroporto". Desta forma, a universidade sabe quem entrou e "fica com o registo no caso de, depois, ser necessário recuperá-lo para procurar cadeias de transmissão".

As salas têm lotação reduzida para metade e há disciplinas em que o ensino vai ser misto. Caso as turmas não caibam numa sala, há um sistema de rotatividade entre os estudantes para assistir presencialmente à aula. A UC vai ainda assegurar a transmissão das aulas a estudantes que estejam em grupos de risco ou situações de quarentena.

Quanto às residências universitárias, o reitor diz que em Coimbra a maior parte dos quartos são duplos, mas têm espaço para garantir a distância exigida pela DGS. No entanto, para Amílcar Falcão "o problema é toda a residência. Porque os estudantes quando estão numa residência têm as casas de banho partilhadas, têm a cozinha, a sala de estar e de estudo que são partilhadas". Por isso, o reitor alerta que "quem vive numa residência tem de cuidar de si porque, cuidando de si, cuida dos outros".

Cerca de dois terços dos estudantes da UC não são da cidade. Neste contexto, o reitor deixa ainda um apelo: "A excessiva mobilidade dentro do país potencia a transmissão da doença." Por isso, pede que os estudantes façam menos visitas a casa.

Depois de saírem os resultados do acesso ao ensino superior, a Universidade de Coimbra vai ter mais de 18 mil alunos a frequentar as aulas presencialmente.

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