Urgências: Hospital de Braga fecha escala para esta semana. Sexta-feira e domingo por resolver

Presidente da Câmara de Braga disse ter "a indicação" de que o Serviço de Urgências iria voltar a encerrar temporariamente, entre quarta-feira e sexta-feira. Hospital assegura ter resolvido a situação para maioria dos dias.

O Hospital de Braga confirmou, esta segunda-feira, que conseguiu fechar a escala de trabalho dos médicos para esta semana e assim evitar um novo fecho das urgências de obstetrícia. Por resolver ficaram apenas sexta-feira, dia 17 de junho, e domingo, dia 19. Nestes dois casos a escala ainda não está fechada.

"O Conselho de Administração está a envidar todos os esforços para assegurar o funcionamento do Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia nestes dias. O Conselho de Administração reitera, ainda, que continua muito empenhado na resolução deste tema, reforçando que trabalha, diariamente, com a finalidade assegurar a prestação de cuidados de saúde de forma regular às grávidas e parturientes da região", pode ler-se no comunicado.

Esta segunda-feira, após a reunião do executivo da Câmara de Braga, o presidente do município disse aos jornalistas que "tinha a indicação" de que este SU iria voltar a encerrar temporariamente, entre quarta-feira e sexta-feira, mas salientou que também "tinha recebido a indicação" da ministra da Saúde, Marta Temido, de que estava a tentar resolver a situação.

Se o hospital fosse gerido por uma Parceria Público Privada (PPP), como foi até 2019, o autarca entende que esse facto "não impediria, mas diminuiria as consequências" destes constrangimentos causados pela falta de médicos.

"E, sobretudo, dotaria o hospital e a administração do hospital de mecanismos mais ágeis de resposta a situações pontuais. Por trás das situações pontuais, há questões estruturais que a parceria [PPP] não conseguiria resolver", afirmou Ricardo Rio.

Segundo o presidente da Câmara de Braga, "ao longo dos últimos anos, houve um subinvestimento claro no SNS, há uma subvalorização dos seus profissionais, o SNS não consegue competir com o setor privado, nomeadamente em termos de condições remuneratórias de muitos profissionais".

"O que leva ao abandono do setor público para se dedicarem exclusivamente ao setor privado, e essa é uma situação que tem de ser resolvida, não por nenhuma equipa de gestão de um hospital, mas seguramente pelo ministério do Saúde", referiu Ricardo Rio.

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