Uso de máscara cai a pique no Natal e Ano Novo

A conclusão é de um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, que regista ainda que os portugueses respeitam cada vez menos, os dois metros de distância física no combate à pandemia e confiam excessivamente na vacina.

O Barómetro Covid-19, que a ENSP desenvolve com regularidade praticamente desde o início da pandemia, nota que, entre os dias 12 de dezembro e 8 de janeiro, passou de 25% para 60%, a percentagem de participantes neste inquérito que não utilizou máscara, nem mesmo num grupo de 10 ou mais pessoas.

Ainda assim, Carla Nunes, a diretora da escola, não estabelece uma relação direta entre o menor uso de máscara e uma eventual redução da perceção de risco. A investigadora sublinha que, desde março, não mudou muito a percentagem dos que acham que o perigo é baixo ou nem sequer existe. E também se manteve relativamente estável a quantidade dos que defendem a velha máxima de que "só acontece aos outros".

Em declarações à TSF, Carla Nunes lamenta que "nós continuamos a achar, de uma forma geral, que, mesmo que contraiamos a infeção, não iremos ter uma consequência grave (...) a não ser que sejam, realmente, os mais idosos, os mais vulneráveis".

Excesso de confiança na vacina

Durante a apresentação que fez na mais recente sessão no Infarmed, Carla Nunes sublinhou também que está a ser muito menos cumprida a distância física de 2 metros entre as pessoas e que existe uma confiança, talvez, excessiva no processo de vacinação.

Na TSF, a diretora da Escola Nacional de Saúde Pública da UNL esclarece que tem dúvidas de que tenha ficado claro, perante os portugueses, de que a primeira fase "não é para parar a transmissão, mas sim para proteger os mais vulneráveis". A especialista trata de acentuar que, só na segunda fase, lá mais para março ou abril, é que o objetivo passa a ser "travar a transmissão".

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19.

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