Utentes da EN2 em Castro Daire com isenção de portagens na A24

Com a nacional cortada há um mês, o Governo promete isenção de portagens na A24 depois de pressionado.

A população de Castro Daire, no distrito de Viseu, está revoltada com o fecho da Estrada Nacional (EN) 2. A via está cortada ao trânsito há mais de um mês (19 dezembro) na sequência de uma derrocada causada pela tempestade Elsa e que vitimou um funcionário da Câmara Municipal, que na altura se encontrava a tentar desobstruir o caminho com a ajuda de uma máquina.

"Sou o porta-voz de um concelho que está revoltado com esta situação e quer inclusivamente manifestar-se", afirma o presidente do município.

Paulo Almeida solicitou no último mês, por diversas vezes, respostas ao Ministério das Infraestruturas sobre este problema, mas da tutela só recebeu "silêncio".

Para esta segunda-feira, o autarca convocou uma conferência de imprensa com o objetivo de lamentar a situação, mas também para alertar para o impacto negativo do corte da via. E só agora, dois dias antes do encontro com os jornalistas, é que recebeu um contacto do secretário de Estado das Infraestruturas, que se comprometeu a arranjar uma solução para a estrada.

"Infelizmente ou felizmente parece que já estamos a ser ouvidos", afirma Paulo Almeida.

Segundo o autarca, o governante não só prometeu apresentar um plano de obra até ao dia 13 de fevereiro, altura em visitará Castro Daire, como garantiu que vai isentar de portagens na A24 os utilizadores da EN2 que eram obrigados a utilizar um desvio que apresentava vários problemas.

Desde que a via encerrou ao trânsito a 19 de dezembro que a Câmara Municipal reivindicava esta medida, que recebeu agora luz verde da tutela.

"A indicação que o senhor secretário de Estado me deu foi que o pórtico [da A24] ia ser isento no troço das Termas do Carvalhal a Castro Daire e apenas para as pessoas que fazem a autoestrada como desvio à EN2, ou seja, todas aquelas viaturas que circulem do Norte do país para o Sul, ou do Sul para Norte, e que passem nos pórticos anteriores e posteriores pagarão também aquele pórtico", explica o presidente da autarquia de Castro Daire.

Esta isenção vai ajudar os habitantes do concelho, mas é considerada insuficiente para os empresários locais, que reclamam a reabertura urgente da estrada.

"A nós como empresa de transportes [esta situação] está a causar-nos dificuldades e uma despesa acrescida. Ainda não calculámos, mas estamos a ter um prejuízo de centenas de euros por dia e que se vai refletir em milhares de euros", sustenta Alfredo Almeida, dono de uma transportadora, lamentando que "45 dias depois da derrocada nada tenha sido feito". "É de todo irresponsável", defende.

Uma opinião partilhada por Paulo Almeida, proprietário de umas bombas de gasolina situadas perto do local onde a EN2 está cortada, e que viu o movimento cair a pique.

"Sessenta a setenta por cento da faturação desceu. Se calhar está a pôr em causa a viabilidade da empresa porque não consigo realizar dinheiro para pagar as despesas, que ao fim do mês são sempre as mesmas. Tenho empregados [três] e se calhar vou ter de despedir alguém porque não está a ser viável o negócio", adianta, acrescentando que "a estrada tem que abrir o quanto antes" para evitar ter de tomar medidas drásticas.

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