Utentes do Seixal querem estacionamento gratuito nas estações de transportes

Foi lançada uma petição que exige o estacionamento gratuito junto às estações ferroviárias e fluviais do concelho.

A Comissão de Utentes do Seixal lançou esta segunda-feira uma petição que exige o estacionamento gratuito junto às estações ferroviárias e fluviais do concelho, no distrito de Setúbal, afirmando que os parques pagos estão sempre "vazios".

"Temos uma infraestrutura criada, mas os preços não são convidativos e as pessoas fogem dos custos associados. Sempre fugiram e agora com uma procura crescente nos transportes públicos, o estacionamento está a tornar-se cada vez mais caótico nos centos urbanos", apontou o representante da comissão, António Freitas.

Para o responsável, os parques de estacionamento deveriam "fazer parte do plano de mobilidade de Lisboa e serem gratuitos", até porque, no caso do Seixal, está a tornar-se num "problema grave" em várias vertentes.

Segundo António Freitas, devido "ao preço que custa o estacionamento", os utentes optam por deixar o carro em espaços livres que existem nas imediações das estações de transporte, mas isso faz com que os núcleos urbanos "estejam ocupados desde manhã, não com os carros dos habitantes, mas com os carros dos utentes".

A situação tem atingido uma maior gravidade em Corroios, Foros de Amora e Fogueteiro, as localidades onde existem estações operadas pela Fertagus, a empresa que assegura a ligação ferroviária entre a Margem Sul e Lisboa, onde os parques se encontram praticamente vazios e alguns até "inativos".

"Em Corroios, há um parque de estacionamento que está fechado com lancis. Nos Foros de Amora a mesma coisa, há um parque que está completamente vazio e abandonado. No Fogueteiro tem um parque de estacionamento com quase 900 lugares, mas apenas meia dúzia de pessoas, só 20 ou 30 carros, no máximo", indicou.

Na Amora e no Fogueteiro existem dois parques de estacionamento subterrâneos junto às estações ferroviárias, que "estão fechados porque não têm utentes suficientes", referiu.

"Se qualquer um de nós olhasse para os estacionamentos e visse que estão cheios, certamente nenhum de nós ficaria chocado com a situação, agora há qualquer coisa que não percebemos porque os parques estão vazios", sublinhou.

A par com esta situação, os utentes acusam a Fertagus e a Transtejo, que assegura o transporte fluvial entre o Seixal e Lisboa, de "discriminação", porque disponibilizam estacionamento gratuito noutros concelhos do distrito de Setúbal, como é o caso de três estações ferroviárias em Palmela, e do terminal fluvial do Montijo.

"É neste sentido que fazemos a petição, porque achamos que não faz sentido a existência de discriminação, pelo facto de existirem estacionamentos pagos em determinadas regiões da Área Metropolitana de Lisboa, como é o nosso caso, mas existirem regiões em que não são", frisou.

Com o lema "Parquear para organizar", a comissão de utentes espera agora atingir as quatro mil assinaturas, para que seja possível expor este problema na Assembleia da República.

"Precisamos de ter uma organização, um ordenamento urbano no âmbito da mobilidade e do estacionamento, para podermos funcionar como deve ser, senão começa a tornar-se caótico para os utentes que precisam de vir para Lisboa e não têm sítio porque os parques estão fechados e sem utilização", defendeu.

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