Utentes podem ter de esperar horas quando ligam para o centro de saúde

O representante dos médicos de família sublinha que "não há telefones em número suficiente nem pessoas para atender o telefone".

O presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar admite que os utentes que telefonam para os centros de saúde para marcarem consultas ou renovarem a medicação podem esperar horas sem conseguirem uma resposta. Em declarações ao Fórum TSF, Rui Nogueira defende que não há funcionários suficientes nem centrais telefónicas adequadas.

Entrevistado pelo jornalista Manuel Acácio, o representante dos médicos de família sublinha que "não há telefones em número suficiente nem pessoas para atender o telefone" e que "o mínimo" seria os utentes receberem, pelo menos, uma resposta automática com a informação do tempo de espera.

As fragilidades do funcionamento dos serviços de saúde é o tema do Fórum TSF desta quarta-feira. Até julho, ficaram por realizar sete milhões de contactos presenciais nos cuidados de saúde primários, com efeitos nos serviços de urgência dos hospitais.

Alexandre Lourenço, da Associação de Administradores Hospitalares, explica que, neste momento, se verifica no serviço de urgências "uma redução a nível do acesso dos casos mais graves, mais prioritários" e "um crescimento dos casos menos graves", resultados"da falta de acesso que atualmente os doentes têm aos médicos de família, aos enfermeiros de família".

Por isso, Alexandre Lourenço defende um novo modelo de prestação de cuidados "em que exista uma maior coordenação de meios e de esforços entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares."

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