Vacina obrigatória em Portugal? "Não faz sentido, porque quase todos reconhecem os benefícios"

O epidemiologista Luís Graça acredita que em Portugal não é necessário impor a vacinação contra a Covid-19, e para o justificar diz que basta olhar para a taxa de vacinação.

Luís Graça, membro da Comissão Técnica da Vacinação contra a Covid-19, acredita que não é necessário fixar a obrigatoriedade da administração da vacina em Portugal. Em reação ao alerta da Organização Mundial da Saúde - Europa, cujo diretor executivo admitiu ser já momento para debater esta imposição, o epidemiologista desvaloriza essa questão em território nacional.

"No nosso país, nós estamos numa posição muito privilegiada porque temos uma população que, na sua vasta maioria, entende os benefícios da vacinação", reconhece o especialista, em declarações à TSF. "Conseguimos uma percentagem de pessoas vacinadas que é muito elevada, sem necessidade de obrigatoriedade."

Luís Graça diz, por isso, que "no nosso país não faz sentido este debate, uma vez que quase toda a gente reconhece os benefícios da vacinação e procura a vacinação para se proteger a si e para proteger os seus filhos, no caso da vacinação pediátrica".

Já quanto à possibilidade de outros Estados europeus avançarem com a exigência, o membro da Comissão Técnica da Vacinação contra a Covid-19 considera que a evolução da pandemia em cada território pode ditar a adoção de abordagens distintas. "Cada país deve tomar as suas medidas de acordo com a sua própria realidade. Isso é algo que deve ser decidido localmente, de acordo com a realidade de cada país", advoga.

O epidemiologista salienta que, no entanto, este momento pode ajudar a espelhar a importância da inoculação. "Em relação à Covid-19, a evidência está a mostrar que as pessoas vacinadas têm uma proteção muito significativa, e países com menor percentagem de pessoas vacinadas estão numa situação muito favorável em relação ao crescimento da epidemia e ao controlo do crescimento dessa epidemia", assegura.

Luís Graça mostra-se, por isso, confiante de que a "evidência" deva "ser suficiente para conseguir mostrar às pessoas que estão mais hesitantes como a vacina é segura, uma vez que há milhares de milhões de pessoas que já foram vacinadas, e a segurança agora parece ser bastante estabelecida, e como a vacina é muito eficaz".

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